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Curso capacita professores sobre DST/Aids

Sábado, 02/05/2015, 10:29:40 - Atualizado em 02/05/2015, 10:30:14 Ver comentário(s) A- A+

O Pará é o sétimo estado brasileiro com o maior número de pessoas infectadas pelo vírus da Aids. Os dados são do boletim informativo mais recente da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa). A maioria das vítimas é jovem e adulta. 

De 2010 a 15 de abril de 2015 foram registrados 2.700 casos, sendo 70% no interior e 30 % em Belém. Por meio de a conscientização, o programa “Saúde na Escola” do governo federal, realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) oferece o curso “Juventude, sexualidade e prevenção das DST/Aids”.

A capacitação gratuita é direcionada a professores das escolas estaduais, municipais, coordenadores do Programa de Saúde na Escola (PSE) e outros profissionais envolvidos diretamente com o ensino. A proposta é habilitar os profissionais a abordarem de maneira dinâmica assuntos como doenças sexualmente transmissíveis, homofobia e gravidez na adolescência.

A coordenadora do projeto, professora Ieda Guedes, ressalta a necessidade de qualificação dos profissionais. “A gente sabe que teoricamente deveria ter essa capacitação e os professores deveriam estar capacitados para ir à sala de aula e, dentro dos conteúdos dos currículos, colocar o assunto em aula. Ao dar aula de geografia, estudar dentro do contexto das doenças sexuais transmissíveis. Ao estudar história, incluir o tema”, detalha.

O curso, totalmente online, ocorre de 11 de maio a 11 de julho. As inscrições são feitas pelo site www.psaudenaescola.ufpa.br/jsp. Das 300 vagas ofertadas, apenas 170 estão preenchidas. Ieda lamenta a baixa adesão. As inscrições foram prorrogadas para até 6 de maio. “O curso é a distancia. Não terá custo e problemas de deslocamento”, enfatiza.

INTERIOR

O município de Marabá surpreendeu ao apresentar, entre 2013 e 2014, 245 casos de Aids. Marabá está entre os 100 municípios do Brasil no hanking do Ministério da Saúde em índices de Aids. “O jovem é um grupo que está mais vulnerável pela própria característica da juventude, menor maturidade e, em não ter grandes preocupações, estar numa fase que os hormônios estão aflorando. A gente sabe que o Pará tem o número recorde de gravidez indesejáveis. Todas essas características que nós encontramos é o que nos causa mais espanto”, enfatiza.

Para ela, as mudanças ocorrem quando o jovem é conscientizado a se prevenir. “Saber, eles sabem como se prevenir. Eles sabem que tem que usar camisinha, mas não sabem porque não entendem isso como uma verdade. Esse mecanismo de prevenção é o que vai fazer a diferença na vida dele. Muitos não tem noção da gravidade do problema que cerca eles e os gestores deveriam estar preocupados”.

(Diário do Pará)

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