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Sujo e inseguro, Porto do Açaí está abandonado

Terça-Feira, 24/03/2015, 09:39:15 - Atualizado em 24/03/2015, 11:07:05 Ver comentário(s) A- A+

Sujo e inseguro, Porto do Açaí está abandonado (Foto: Cezar Magalhães/DOL)
Consumidores, vendedores e porcos dividindo o mesmo espaço: o cenário de abandono do Porto do Açaí assusta e preocupa quem passa pelo local. (Foto: Cezar Magalhães/DOL)

Chão irregular, buracos pela superfície, falta de segurança, ambiente insalubre... O cenário caótico e sem cuidados é de um dos principais pontos do comércio da Grande Belém: o Porto do Açaí, localizado na avenida Bernardo Sayão, bairro do Jurunas.

Centenas de pessoas passam diariamente pelo Porto do Açaí. As condições de embarque, desembarque e comercialização, no entanto, estão longe de serem as ideais. Foto: Cezar Magalhães/DOL

No local, um dos quatro portos comerciais da cidade (junto com os portos da Palha, Icoaraci e Ver-o-Peso), o acúmulo de lixo atrai não somente insetos como animais de médio porte, como porcos. Devido às precárias condições, o porto, que recebia em média quatro mil pessoas por dia anos atrás, teve sua demanda diminuída por conta das condições de acesso e permanência dos consumidores.

Em frente ao porto, o cenário também é desolador: o acúmulo de lixo atrai insetos, urubus, cachorros e outros animais, que colaboram para afastar mais aibda os consumidores do local. Foto: Cezar Magalhães/DOL. 

Mesmo com a proximidade a um posto da Polícia Militar (PM), os assaltos na área são constantes, segundo os vendedores. Conforme relato de Benedito Almeida, 72 anos, conhecido como Cafuné, que trabalha há cerca de 38 anos no porto, várias ações e pedidos já foram feitos, mas nenhuma ação ocorreu para melhorar a segurança e infraestrutura do local.

Ainda de acordo com "Cafuné", um dos vendedores mais antigos da área, “rondas” da PM em vários momentos do dia já ajudariam a melhorar a situação no local. Segundo ele, as rondas ocorrem no máximo duas vezes por dia e poderiam ter também a colaboração da Guarda Municipal.

Benedito Almeida, o "Cafuné", é um dos vendedores mais antigos do Porto do Açaí. Vários pedidos de melhoria já teriam sido feitos à Prefeitura Municipal, mas sem resultado. Foto: Cezar Magalhães/DOL

Preço e qualidade do açaí são discutíveis

Durante a conversa com a equipe de reportagem do DOL, “Cafuné” comentou ainda sobre o atual preço do açaí. Para o vendedor, não haveria mais período de safra e entressafra, já que o produto chegaria constantemente das ilhas, não sendo motivo para seguidos aumentos.

O preço do açaí estaria sofrendo seguidos reajustes por conta da concorrência com outros mercados. Foto: Cezar Magalhães/DOL

O motivo do aumento seria o descompasso entre a quantidade do produto exportado e o destinado ao consumo na capital paraense. Como boa parte da produção é enviada para outros locais, o que fica aqui para ser distribuído termina possuindo qualidade inferior e sendo negociada a um valor mais caro.

A reportagem do DOL entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Belém para saber se estão previstas obras de melhoria na infraestrutura e na segurança do local.

(Enderson Oliveira/DOL)

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