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TRAGÉDIA

'Embaixo d'água eu só rezava', diz sobrevivente de tsunami

Segunda-Feira, 24/12/2018, 22:26:23 - Atualizado em 24/12/2018, 22:32:59 Ver comentário(s)

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'Embaixo d'água eu só rezava', diz sobrevivente de tsunami (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A banda empolgava o público em um concerto privado à beira-mar e o vocalista levantava os punhos a cada nota cantada, sem conhecimento do perigo que se aproximava. Enquanto ele caminhava pelo palco, uma onda gigante invadiu a costa da praia de Tanjung Lesung, na Ilha de Java, levando o show a um repentino e trágico fim. A tsunami matou 280 pessoas e deixou mais de mil feridas além de dezenas de desaparecidos. Não há informações sobre brasileiros atingidos.

Em um vídeo gravado a uma certa distância do palco é possível ver as instalações e os membros da banda serem levados pela onda. Alguns desaparecem debaixo d’água. Quem estava na plateia gritava enquanto tentava fugir. E a gravação é encerrada de repente.

Um membro da banda, identificado pelo Channel News Asia apenas pelo seu primeiro nome, Zack, disse que sobreviveu porque conseguiu se segurar a uma parte do palco que havia sido destruída. “Embaixo d’água eu só conseguia rezar ‘Jesus Cristo, me ajude!’”, disse ele. “Nos últimos segundos, quase fiquei sem ar.”

O show da banda Seventeen era parte de uma confraternização de fim de ano dos funcionários da estatal de energia elétrica Perusahaan Listrik Negara. Vinte e uma pessoas que acompanhavam o show morreram.

Neste domingo (23/12), o vocalista do grupo, Riefan Fajarsyah, publicou em sua conta no Instagram um vídeo no qual aparece com lágrimas nos olhos. “Andi, Herman e Ujang ainda não foram encontrados. Por favor, rezem por eles”, disse, emocionado. “Rezem também para que minha mulher seja encontrada logo. Rezem também por Bani e Oki (que morreram na tragédia).”

O grupo de rock foi formado em 1999 na cidade de Jogjacarta, na Ilha de Java, quando todos os membros tinham 17 anos, o que teria inspirado o nome da banda. Eles lançaram o primeiro álbum quatro anos depois, seguido por outros seis nos anos seguintes.

A veículos de comunicação locais Fajarsyah contou que em um momento estava cantando em um palco iluminado, noutro a onda o varreu para o mar. Era difícil ver no escuro, mas ele disse que podia ouvir pessoas chorando e lutando para não se afogar. Conforme os gritos paravam, pensou que as pessoas haviam se afogado e que ele seria o próximo. “Não pensei que chegaria à praia”, disse. “Senti que estava no mar e prestes a morrer.” Ele tentou nadar contra a força da água, mas sua salvação chegou na forma de uma caixa flutuante. Ele se segurou a ela e nadou até uma árvore.

(Fonte: Uol)





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