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'COLETES AMARELOS'

Após um mês de protestos, presidente francês recua e aumenta salário dos trabalhadores

Segunda-Feira, 10/12/2018, 21:59:51 - Atualizado em 10/12/2018, 22:09:50 Ver comentário(s)

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Após um mês de protestos, presidente francês recua e aumenta salário dos trabalhadores (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Os protestos em massa dos franceses contra as reformas propostas pelos políticos do país surtiram efeito. Um mês após o início das manifestações – que ficaram conhecidas como “protesto dos coletes amarelos” – Emmanuel Macron anunciou uma série de medidas para tentar agradar ao povo.

O presidente francês anunciou nesta segunda-feira (10) um aumento de 100 euros no salário mínimo a partir do ano que vem, e que as horas extras passarão a ser isentas de impostos e contribuições. Tudo isso para tentar reconquistar os franceses que estão nas ruas desde a semana passada.

Macron também afirmou que trabalhara para implementar um programa de incentivos as empresas, para que paguem aos seus funcionários uma espécie de abono extra de final de ano, igualmente livre de impostos.

Depois de dias de paralisia, Macron se dirigiu à nação com uma fala excepcionalmente breve — 13 minutos —, mas carregado de medidas para aplacar a cólera dos cidadãos.

“Queremos uma França onde se possa viver dignamente do trabalho. E peço ao Governo e ao Parlamento que façam o necessário para isso”, disse Macron em um discurso transmitido por vários canais. O presidente francês começou condenando a violência das últimas manifestações, que, advertiu, não leva a parte alguma. “Quando a violência se desencadeia, a liberdade cessa”, salientou.

Entenda os Coletes Amarelos

O movimento dos coletes amarelos é uma revolta sem líderes nem estrutura, que tem por símbolo a veste fluorescente que todos os motoristas devem ter em seus veículos.

Revoltados com o aumento dos preços dos combustíveis e com as novas regras trabalhistas, os trabalhadores começaram a se mobilizar em meados de novembro. Muitos chegaram a pedir a demissão do presidente Macron.

A incógnita é se os anúncios desta segunda-feira serão suficientes para satisfazer a população francesa, cansada de tantos impostos e precariedade no trabalho.

(Fonte: El País)



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