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RESGATE

Jovem espanhola que desapareceu em 2017 é achada refém de seita satânica na América do Sul

Quarta-Feira, 11/07/2018, 18:10:20 - Atualizado em 11/07/2018, 18:10:20 Ver comentário(s)

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Jovem espanhola que desapareceu em 2017 é achada refém de seita satânica na América do Sul (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Uma jovem de 19 anos que desapareceu da Espanha, no ano passado, foi encontrada em uma zona de mata no Peru, na América do Sul: de acordo com autoridades peruanas, ela e mais duas mulheres haviam sido cooptadas por uma seita satânica e eram mantidas como reféns.

A espanhola Patricia Aguilar, de 19 anos, desapareceu semanas depois de completar a maioridade. A polícia acredita que ela foi cooptada pela internet, quando ainda tinha 16 anos, pelo peruano Félix Steven Manrique, acusado de liderar uma seita satânica . Ele foi detido pela polícia.

O resgate foi comunicado pelo distrito peruano de Pangoa, que informou que uma força-tarefa da polícia capturou "um homem que, supostamente, submetia três mulheres, entre elas uma cidadã espanhola, a uma seita satânica".

Aguilar e seu bebê, uma menina de um mês, foram localizados em uma casa situada no povoado Alto Celendín, a dez horas de Lima, a capital do Peru.

A adolescente foi resgatada pela Polícia Nacional e por seu pai, Alberto Aguilar, que viajou há um mês para o Peru a fim de acelerar as buscas pela filha.

Noelia Bru, prima da vítima, disse que ela foi encontrada magra e em condições desumanas. Ainda segundo Noelia, Félix Steven Manrique mantinha as reféns junto com sua esposa.

“Ele convivia com várias mulheres. Além de sua esposa grávida de oito meses, ele mantinha outras mulheres gestantes sob seu poder”, revelou Noelia Bru ao jornal espanhol "El País".

Félix Steven Manrique, autodenominado “Príncipe Gurdjeff”, é acusado de liderar uma seita chamada Gnosis, que oferecia uma “vida melhor” a mulheres jovens em troca de relações sexuais com ele.

Na precária residência onde a vítima vivia, os agentes encontraram um recipiente com algumas espécies de rosários e figurinhas de metal, junto com fotos de seus cartões.

Espanhola foi cooptada em momento de fragilidade

Quando Patrícia Aguilar tinha 16 anos, começou a ser cooptada por Féliz Steven Manrique, que usou as redes sociais para entrar em contato com ela. A família afirma que a jovem passava por "um momento de vulnerabilidade" após o falecimento de um parente.

“Conversamos com pessoas que saíram dessa seita. Elas disseram que, além de praticar abusos sexuais, ele quer poder e dinheiro. Ele dizia que queria povoar a Terra. Manrique se apresenta como um salvador que vai ajudar num momento difícil”, declarou Noelia Bru, acrescentando que Patricia Aguilar já está em condições melhores.

“Na violência de gênero não estamos cientes de que não merecemos a humilhação. Confirmamos que ela agora está bem e viva, e é isso que importa hoje”, concluiu a prima da vítima.

(Com informações do portal Extra)





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