Notícias / Mundo

EDIÇÃO ELETRÔNICA

6 cultos macabros que aconteceram de verdade e vão te deixar arrepiado

Terça-Feira, 12/09/2017, 15:00:02 - Atualizado em 12/09/2017, 15:00:02 Ver comentário(s) A- A+

6 cultos macabros que aconteceram de verdade e vão te deixar arrepiado  (Foto: Medo (Foto: Pixabay/ Amenirdis/ Creative Commons))
(Foto: Medo (Foto: Pixabay/ Amenirdis/ Creative Commons))
Medo (Foto: Pixabay/ Amenirdis/ Creative Commons)

 

Às vezes a realidade é tão cruel ou assustadora quanto a ficção. Casos de assassinatos envolvidos com cultos macabros e satânicos podem deixar até a pessoa mais corajosa arrepiada. Confira abaixo seis acontecimentos: 

As Crianças do Monte Formiga
Roch Thériault orientou um culto em Ontário, no Canadá, entre 1977 e 1989. Ele exercia controle absoluto sobre adultos e pelo menos 26 crianças — das quais ele era o pai com nove mulheres.

Antes de ser expulso da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Thériault relizava seminários sobre a eliminação de vícios, como drogas e álcool. Durante as palestras ele convenceu diversas pessoas a largarem suas famílias e empregos para segui-lo numa vida selvagem. Com isso, elas se tornaram as crianças do Monte Formiga.

A nomeação foi dada porque Thériault exigia que seus seguidores trabalhassem duro. Caso alguém se negasse, a pessoa era obrigada a quebrar as próprias pernas com marretas. 

+ Evidências de um assassinato de 430 mil anos atrás são encontradas

Roch Thériault (Foto: Reprodução/ Yotube)

 

O canadense chegou a prever que o mundo acabaria em 1979. E, aos poucos, foi se tornando um líder sádico, que demandava lealdade, punindo opositores e todos aqueles que tinham dúvidas de suas crenças.

Thériault grampeava crianças em árvores, fazia as pessoas comerem suas próprias fezes, e, quando estava bravo, batia nos "súditos" pelados com um bastão. Ele também arrancava os cabelos das crianças fio a fio e lhes negava acesso à médicos: ele mesmo fazia cirurgias sem anestesia.

O líder chegou, inclusive, a matar uma moça ao colocar seu intestino para fora. Thériault também tirou a vida de mais dois jovens: um ao falhar numa circuncisão, e outro que preciou enfrentar uma nevasca como forma de punição.

Há um documentário sobre ele no Youtube (em inglês), chamado 'Cult Leader Roch Moïse Thériault The Deadly Messiah Crime Documentary'. 

+ Crânios de 11 mil anos dão pistas sobre culto macabro na Turquia

O Culto do Carnavalesco
Em 1991, o carnavalesco William Ault descobriu que alguns colegas de trabalho — Mark Goodwin, Jimmie Penick, e or irmãos Keith and David Lawrence — estavam envolvidos num culto chamado 'Discípulos de Satã', o qual ele quis fazer parte.

O único problema era que o grupo não queria aceitá-lo. Para resolver a questão, Ault decidiu chantagear os amigos Penick e Lawrence, que haviam matado um rapaz de 18 anos, um ano antes.

Falhando em sua técnica de convencimento, os discípulos levaram Ault até uma área isolada, onde eles o torturaram e o mataram com um crucifixo invertido enfiado no peito, invocando Satã. 

O grupo ainda cortou fora as mãos de Ault  e tentou queimá-lo, largando seu corpo em um terreno. O pai de Mark Goodwin encontrou o corpo e denunciou os homens, que foram condenados a mais de 60 anos de prisão.

Kashi Ashram
Na década de 70, uma dona de casa norte-americana tinha visões de Jesus Cristo e de dois guias espirituais Hindus. Assim, ela resolveu mudar de nome e começar uma religião própria: Ma Jaya Sati Bhagavati fundou Kashi Ashram, grupo espiritual fundado na década de 70 e que ficou famoso no fim dos anos 90.

O culto prometia bondade e compaixão, mas ex-membros acusaram Bhagavati de tentar se tornar uma divindade, visto que ela dizia ser uma guru melhor que Deus. 

+ Serial killers ou pop stars?

Ma Jaya Sati Bhagavati (Foto: Reprodução/ YouTube)

 

De acordo com uma investigação do jornal Miami New Times, seguidores de Ashram também afirmaram que Bhagavati cometia abuso físico, sexual, psicológico e sequestro. Em determinado momento, por exemplo, ela puniu um garoto que havia sido molestado: ele teve seu pênis pintado de preto e foi obrigado a caminhar nu na frente das demais pessoas.

Bhagavati também é acusada de ser obcecada por crianças — possível resultado de abortos espontâneos que sofreu. Antigos membros do grupo contaram que pediam a permissão dela para ter bebês, mas que Bhagavati os coagia à entregar as crianças à religião. Entre 1978 e 1982, pelo menos quatro mães registraram nas certidões de nascimentos de seus bebês que a genitora era Bhagavati. 

Uma de suas atitudes mais ofensivas foi obrigar uma filha de 14 anos a se casar com um homem adulto. Bhagavati forçava a menina a ter relações sexuais e ainda a submetia a diversos testes de gravidez.

Sem nunca ter sido julgada ou punida, Bhagavati morreu em 2012. Contudo, a religião segue firme até hoje — e possui até um canal no YouTube para divulgar suas crenças. 

+ HQ brasileira esmiúça as motivações de um serial killer

O Culto da Queda do Rio
Tudo começou quando o corpo de Doreen Levesque, uma profissional do sexo de 17 anos, foi encontrada ao lado de uma escola em Massachusetts, nos Estados Unidos. Os pulsos dela estavam vinculados com linha de pesca, e ela foi espancada e violentada sexualmente.

A princípio, a polícia suspeitou que um dos clientes dela tivesse cometido o crime. No entanto, um ano depois do acontecimento o corpo de outra profissional do sexo foi encontrada nas mesmas condições.

Temendo a própria vida, a prostituta Karen Marsden afirmou que o cafetão Carl Drew e a namorada dele, a profissional do sexo, Robin Murphy, eram responsáveis pelos assassinatos. Ela disse que Drew e Murphy participavam de uma gangue de prostituição que reverenciava o demônio, e que eles faziam rituais e sacrifícios humanos na floresta. 

Carl Drew (Foto: Reprodução/ YouTube)

 


Marsden estava preocupada de ser a próxima vítima por cooperar com as autoridades. Os policiais não levaram as acusações a sério e seis meses depois, o corpo dela — ou melhor, seu crânio desdentado — foi encontrado.

Drew foi preso em abril de 1980, e acusado de matar Marsden. Enquanto outro homem, Andrew Maltais, foi condenado de associação aos assassinatos do culto. Murphy assumiu a culpa das mortes, e teve a sentença reduzida em troca de testemunha contra os outros acusados.

Contudo, há quem acredite que Murphy estava por trás dos rituais. Outras pessoas creem que as mortes não eram trabalho para o diabo, mas sim um sensacionalismo por causa do ‘pânico Satânico’ que ocorreu nos EUA durante nos anos 80.

Maltais morreu na cadeia. Drew continuou alegando inocência enquanto estava preso, e culpava Murphy — que em março de 2017, teve uma saída provisória da cadeia negada porque não ser confiável. Saiba mais sobre os casos e julgamento no documentário que está no YouTube (em inglês). 

+ 13 séries de suspense e terror que você precisa conhecer

Lineamento Universal Superior (LUS)
Valentina de Andrade criou a seita ufológica brasileira LUS na década de 80. A líder do grupo afirmava receber mensagens de extraterrestres e acreditava que Jesus era um alienígena. Segundo ela, o filho de Deus enviaria uma nave para salvar os seguidores do apocalipse.

Suas crenças também tinham uma ressalva: meninos nascidos depois de 1981 eram possuídos pelo demônio e precisavam ser castrados.

Acredita-se que, entre 1989 e 1993, ela e membros da LUS violentaram e molestaram pelos menos 19 meninos de 8 a 13 anos. Seis deles foram mortos, e os corpos de cinco nunca encontrados. Os que escaparam tinham sinais de drogas no organismo e mutilações (inclusive a castração).

No começo dos anos 2000, Andrade foi a julgamento, com mais quatro seguidores. Eles foram condenados a prisão, mas ela foi absolvida por falta de ligação com os crimes.

Marcus Wesson: O Vampiro Rei 
Em 2004, Marcus Wesson, de 57 anos, saiu de casa coberto de sangue. No fundo de sua casa, estavam diversos corpos: nove deles eram de crianças, e todos estavam rodeados de caixões antigos.

Por décadas, Wesson cultivou e controlou uma família incestuosa com a ajuda de seguidores que eram manipulados e sofriam abuso físico. Acreditando ser Deus e que Jesus era um vampiro, ele seguia a própria prática espiritual, que combinava cristianismo e vampirismo. 

+ A identidade de "Jack, o Estripador" realmente foi descoberta?

Marcus Wesson (Foto: Reprodução/ YouTube)

 

Wesson mantinha seus filhos e filhas separados e não permitia a socialização entre eles com medo de se relacionarem sexualmente. 

O norte-americano começou a casar com as filhas em 1974, e abusava delas a fim de aumentar a prole. Acredita-se que ele tenha sido pai de 18 filhos.

Depois do líder declarar que pretendia se mudar com as filhas para o estado de Washington, nos EUA, ex-membros rebeldes da sua família exigiram que ele libertasse as crianças. 

Wesson foi condenado por nove assassinatos, estupros e violência sexual. Atualmente, ele está no corredor da morte. Assista ao documentário no YouTube (em inglês) para entender melhor o caso.

(Com informações de io9)

Fonte: Revista Galileu





Comentários