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Tristeza pós sexo: é normal sentir?

Segunda-Feira, 27/05/2019, 12:01:34 - Atualizado em 27/05/2019, 13:34:03 Ver comentário(s)

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Conhecida como disforia pós-coito no meio médico, a tristeza após o sexo é comum e afeta pessoas ao redor do mundo. Esse sentimento pode ir desde um leve desânimo até uma crise de choro. Apesar da essência do sexo proporcionar uma atividade prazerosa, fatores externos e pessoais podem influenciar no resultado após o ato.

De acordo com Luís Otávio Manes, ginecologista do Instituto Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (IBGO), este fenômeno é mais comum do que se pensa. “Estudos recentes mostram que 40% da população mundial já tiveram esta experiência alguma vez durante a vida sexual e até 4% vivenciam essa sensação com frequência”, revela.

De acordo com o médico, duas teorias são capazes de explicar essa tristeza:

  • A primeira e mais popular é que durante o ato sexual uma grande quantidade de hormônios é liberada, levando à intensa sensação de prazer. “Após o término da relação sexual, a liberação dos hormônios diminui bruscamente, trazendo sensações nem sempre agradáveis, como tristeza, irritação, angústia, vergonha e ansiedade”, explica Luís.
  • A segunda possível justificativa está ligada a uma disfunção na parte do cérebro que controla as emoções. “Situações como traumas emocionais, educação muito opressiva, vergonha do próprio corpo ou insegurança emocional também podem levar ao aparecimento dessas sensações”, pontua.

A duração do período de tristeza varia de acordo com cada indivíduo, como aponta Luís. “Geralmente dura alguns minutos, mas pode persistir até algumas horas”.

A educadora sexual Karol Rabelo, diz que a cultura é um fator forte para o aparecimento dessa tristeza pós-sexo e realizar fantasias sexuais fora do que é considerado o padrão também pode desencadear esse sentimento. “Existe toda uma pressão em volta do ato sexual relacionada a ideia de que é pecado ou que se trata de uma atividade exclusiva para procriação. Isso pode pesar muito. Na hora do tesão é prazeroso, mas depois vem a culpa. Isso acomete várias pessoas, porque nossa cultura é muito podadora”, destaca.

Por fim, o ginecologista Luís Otávio complementa que identificar fatores desencadeantes que possam estar servindo como gatilho para esses sentimentos também é importante. “A relação sexual e os sentimentos que a cercam dependem muito mais do que apenas da parte biológica. A capacidade de unir fatores sociais, químicos e emocionais e formar uma opinião a partir dessa união é o que nos faz diferentes das demais espécies. Então não podemos excluir os outros fatores e que são tão importantes quanto”, afirma.

(Com informações do portal Metrópoles)



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