Entretenimento / Cultura

MÚSICA

Pio Lobato lança disco em que busca novo rumo sonoro para sua guitarra

Sexta-Feira, 30/11/2018, 08:57:05 - Atualizado em 30/11/2018, 08:57:05 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Pio Lobato lança disco em que busca novo rumo sonoro para sua guitarra  (Foto: Renato Reis/Divulgação)
(Foto: Renato Reis/Divulgação)

O músico e pesquisador Pio Lobato lança hoje seu mais novo trabalho nas plataformas virtuais de música, como o Deezer e Spotify. “Brinquedo” é o nome do disco do guitarrista que tem quatro músicas. Uma delas, “Casa Velha”, também ganhou videoclipe que será lançado no canal do músico no YouTube. Em vinil, o lançamento ainda terá uma audição hoje na Kasa Koentro a partir das 22h.

“Brinquedo” tem produção artística e direção musical do próprio Pio Lobato e coprodução de Leo Chermont, e é um novo ponto dentre os álbuns que tem feito durante esses anos, diz ele. “Desde os anos 2000 venho gravando experimentações e esse é o segundo álbum voltado para o formato vinil. Sobretudo usando os 40 minutos de limite físico do disco para compor as músicas. Apesar de ter apenas quatro músicas, é um LP. Elas são longas e uma delas é a suíte ‘Brinquedo’, que dá nome ao álbum e tem quase 20 minutos de passeio por diversos gêneros musicais”, explica o músico.

A produção executiva é de Edvaldo Souza, o Azul, para que Pio se concentrasse totalmente na música, que tem parceiros de longa data participando da gravação, como o baterista Vovô, ex-companheiro na banda Cravo Carbono e também no projeto Mestres da Guitarrada. “É um parceiro eterno, diz Pio, elencando outras participações especiais no trabalho: “Camila Barbalho fez lindamente o contrabaixo na música-título, diversas viagens aconteceram no estúdio do Léo Chermont, o Floresta Sonora. Há participações do mestre Ziza Padilha [guitarrista e violonista] e do mestre Nazaco [percussionista] e a mixagem experiente do Assis Figueiredo [do estúdio APCE]. Estou bem acompanhado”, comemora.

O disco, conta Pio, vem em um momento em que a cidade começa a reconhecer o valor da guitarrada como um gênero importante dentro da cultura brasileira. “Pena que faleceu nosso mestre maior, Vieira, mas nesse novo disco minha tentativa é a de apontar outras direções, outras linguagens advindas também de nossa cultura, que infelizmente, ainda não são muito usadas. É a tentativa de abrir um novo rumo sonoro”, diz, e completa: “tem muita brasilidade na música e muito tubo de ensaio”.

(Wal Sarges/Diário do Pará)





Comentários

Destaques no DOL