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Nova geração revisita repertório do Skank

Domingo, 09/04/2017, 11:43:42 - Atualizado em 09/04/2017, 11:43:42 Ver comentário(s) A- A+

Nova geração revisita repertório do Skank (Foto: Alzir Lima/Divulgação)
Álbum previsto para ser lançado em junho, “Dois Lados” terá download e streaming gratuitos (Foto: Alzir Lima/Divulgação)

Com o grupo de rap paulista Costa Gold preparando uma versão “animal” de “Jackie Tequila”, o duo AnaVitória imprimindo toda a sua delicadeza a “Amores Imperfeitos” e Rico Dalasam, único rapper abertamente gay da cena musical brasileira, dedicando-se à “Balada do Amor Inabalável”, está previsto para junho o lançamento da coletânea “Dois Lados”. Mais que uma homenagem ao Skank, ela será uma forma de revisitar uma das obras de maior sucesso da música brasileira, com releituras feitas por 32 artistas da nova geração. 

O projeto é idealizado e produzido por Pedro Ferreira, responsável pela homenagem ao Los Hermanos em 2012 (coletânea “Re-Trato”) e a de Milton Nascimento e o Clube da Esquina em 2015 (coletânea “Mil Tom”). Ele conta que o projeto vem de seu próprio apreço pela música do Skank, que este ano completa 25 anos de carreira. “Sou de Mariana, interior de Minas Gerais. Comecei ouvindo o grupo por influência dos meus primos mais velhos, que foram na gravação do DVD em Ouro Preto. E por muito tempo eles me provocaram por não ter ido ao show, já que era muito novo na época”, recorda. 

A revanche será em alto e bom som. O projeto prevê álbum duplo com 15 faixas de diversos trabalhos do Skank e um bônus track em cada disco. O produto final será disponibilizado para streaming e download gratuito na página “Scream&Yell” e em seus perfis nas redes sociais. “Estamos no processo de gravação, mas posso adiantar que teremos versões que prometem surpreender muita gente”, garante o produtor. O disco ainda contará com a artista Luyse Costa, ilustradora encarregada pelo projeto gráfico da homenagem.

LEGADO

Da batida reggae do início da carreira, até escancararem suas influências de rock inglês e Clube da Esquina em trabalhos posteriores, poucas bandas na história da música pop nacional foram tão bem sucedidas como o Skank. A coletânea, diz Pedro, “será uma oportunidade para entender o valor do legado do Skank, e de que forma ele atingiu e inspirou as pessoas durante todos esses anos”. Entre elas, o músico alagoano Wado, que fará a releitura de “Dois Rios”. “Como eu também sou grande fã da música mineira desde o Clube da Esquina – o meu disco de 2002 (“Cinema Auditivo”) é uma homenagem ao Clube – queria uma guitarra que aproximasse a canção do que a gente ouve do Toninho Horta, da pegado do Lô Borges, mas também as linhas de baixo, mais próximas dessa Minas ancestral dos anos 1960/1970. Sou particularmente apaixonado pela música mineira desse tempo. E sei que o Samuel tem reverência também por esse som, que acho supercontemporâneo”, comenta Wado. 

Como uma banda que fez parte da sua adolescência, o músico conta que conhece toda a trajetória do Skank. “De banda pop, ela está no top cinco de maior qualidade do que toca no rádio. Muita coisa boa que a gente ouve vem de Belo Horizonte. Eles vão do reggaetown a Beatles com muita propriedade”, elogia. Por enquanto, Wado não sabe como de fato ficará sua homenagem à banda, “quando sai do mundo das ideias pra vida, tanto pode dar certo como errado”, diz ele, mas a aventura de tentar ele não dispensa.

Além dele, também participam da coletânea alguns representantes da nova safra da música brasileira, como Ana Larousse e Leo Fressato (PR), Zé Manoel (PE), Ana Muller (ES), As Bahias e a Cozinha Mineira (SP), André Abujamra (SP), Dani Black (SP), Garotas Suecas (SP), A Banda Mais Bonita da Cidade (PR), Cobra Coral (MG), Graveola (MG), Teago Oliveira (Maglore) (BA), Lulina (PE), Phill Veras (MA) e Quarup (SP).

(Lais Azevedo/Diário do Pará)



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