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Círio: cinco horas de fé e emoção

Segunda-Feira, 12/10/2015, 07:58:07 - Atualizado em 12/10/2015, 10:00:49 Ver comentário(s) A- A+

Círio: cinco horas de fé e emoção (Foto: Cezar Magalhães)
(Foto: Cezar Magalhães)

A tranquilidade no trajeto e a fluidez em todo o percurso fez com que a maior das procissões do Círio de Nazaré, assim como ano passado, durasse menos de seis horas. O cortejo iniciou às 6h10 de ontem após missa campal celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, na Catedral de Belém. Depois de ter percorrido 3,6 quilômetros, a berlinda conduzindo a imagem chegou à Praça Santuário por volta das 11h20. Às 11h35, com a retirada da imagem da santa da berlinda, menos de cinco horas e meia após seu início, a romaria encerrou a 223ª procissão do Círio. Ano passado a romaria foi encerrada às 11h45. Foi uma das procissões mais rápidas dos últimos anos.

“Se alguém não acreditasse na existência de Deus, teria que acreditar vendo o Círio. O Círio começa com você, com a sua história e sua vida”. Foi assim que o arcebispo metropolitano Dom Alberto Taveira resumiu o que representa o Círio para a população paraense, emocionando aos milhares de fiéis que participaram da missa campal que antecedeu a saída da romaria no palco armado na entrada da igreja da Sé.

A celebração iniciou às 5h. A imagem peregrina de Nossa Senhora permaneceu durante toda a celebração numa cúpula de vidro no altar montado em frente à Sé. Ao final da missa, às 6h, o coordenador da Festa de Nazaré, Jorge Xerfan, colocou a imagem da santa na Berlinda para que a procissão tivesse início.Os promesseiros chegaram ainda no início da madrugada. Na Cidade Velha. Uns para assistir a celebração. Outros para garantir um lugar nos disputados 400 metros de corda que seriam atrelados à berlinda de Nossa Senhora de Nazaré.

Cerca de meia hora depois do início da procissão a Berlinda foi rapidamente atrelada à tradicional corda da procissão no Boulevard Castilho França à altura da Estação das Docas, com o apoio dos homens do Exército. A curva entre as avenidas Castilhos França e Presidente Vargas, normalmente um dos pontos mais críticos da procissão foi feita sem atropelos. 

FOGOS

A berlinda chegou pontualmente às 7h em frente à Estação das Docas, onde foi saudada com fogos da homenagem dos Estivadores. Foram 12 minutos de intensa queima de cerca de 40 mil fogos de artifício.

Paralelo às honrarias vislumbradas no céu, os fiéis passaram por um dos momentos mais complicados da procissão: a curva e subida da Presidente Vargas, que aconteceu às 7h13. Nesse momento, o trajeto ficou mais lento. Muitos promesseiros desmaiaram com o empurra-empurra que se afunilou e aumentou na curva. Os fiéis que não suportaram foram resgatados por voluntários da Cruz Vermelha até o posto de atendimento mais próximo. Em pouco mais de 15 minutos, a berlinda cruzou a Boulevard Castilhos França com a Presidente Vargas. “Viva Nossa Senhora, Viva!”, gritava o povo. 

Assim que saiu da Igreja da Sé e cruzou o sentido contrário da Castilhos França, os Peixeiros, Balanceiros e Geleiros do mercado do Ver-o-Peso se sentiram privilegiados por terem prestado uma das primeiras homenagens à padroeira deles logo no início da procissão. “É gratificante esse momento. Homenagear a nossa mãe não tem explicação. Ela merece toda a nossa devoção”, disse Antônio Pereira, coordenador e representante dos feirantes. 

(Luiz Flávio e Michelle Daniel/Diário do Pará)

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