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Torcida do Remo protesta por eleições diretas

Quarta-Feira, 22/05/2013, 21:25:39 - Atualizado em 22/05/2013, 22:54:59 Ver comentário(s) A- A+

Torcida do Remo protesta por eleições diretas  (Foto: Daniel Costa/DOL)
(Foto: Daniel Costa/DOL)

Amor e indignação foram os principais sentimentos passados pela torcida do Remo no protesto que ocorreu na noite desta quarta-feira (22) em frente a sede social do clube, que teve como pauta central a exigência da aprovação do novo estatuto e das eleições diretas para a direção do Leão.

Aproximadamente 300 azulinos ocuparam a frente da sede e uma via da avenida Nazaré cantando palavras de ordem em apoio à democratização da agremiação, contra a atual diretoria e de paixão ao clube. Indignada com a atual situação do seu time do coração, a advogada Zarah Trindade, 25 anos, compareceu ao protesto para apoiar a causa.

“Eu vim para essa manifestação porque acho que é uma vergonha um clube que tem a tradição e a torcida que o Remo tem estar nesta situação. São cinco anos sem títulos e agora ainda estamos sem série no Campeonato Brasileiro, tudo isso fruto da má administração destes que comandam o clube. Eu sou sócia do clube, mas estive afastada nos últimos anos – não das arquibancadas – porque a gente não tem incentivo para ser associado desta instituição”, desabafou a torcedora.

Outra figura ilustre no protesto foi o ex-jogador e ídolo da torcida remista, Artur Oliveira, o Rei Artur. Apesar de ser cogitado para ser candidato à presidência do Clube de Periçá, o ex-camisa 10 afirma que participou do protesto como sócio e que ainda não pensa na possibilidade de assumir a direção azulina.

“Eu estou aqui como torcedor e sócio, pois sabemos que as eleições diretas são os únicos meios que nós temos para fazer o Remo voltar a brilhar. A torcida do Leão é que faz ele ser grande, por isso acho muito errado que uma meia dúzia de pessoas hoje se apropriem deste clube, queremos a democratização da agremiação para que os sócios decidam o que é melhor para a instituição Clube do Remo. Sobre ser presidente, muita gente tem falado isso para mim e eu nem digo sim, nem não. Hoje eu quero fazer algo para ajudar. Se futuramente essa possibilidade chegar ao meu alcance, sem problema nenhum, mas hoje estou lutando pelo direito de votar”, defendeu.

IMPORTÂNCIA DO PROTESTO

 Mesmo debaixo de chuva durante grande parte do protesto, a torcida remista ficou até o final. Com o ato público encerrado, o presidente da Associação de Sócios do Remo (ASSOREMO), entidade que organizou a manifestação, fez uma avaliação positiva da sua realização.

“Em relação ao futebol, tenho certeza que esse é o maior protesto que já se viu no Pará. Estamos felizes porque o protesto saiu como planejamos: com paz e ordem, e não temos dúvida que hoje é o ponta pé inicial para todas as mudanças administrativas que o Remo precisa, porque somente com seus sócios e torcedores, que são os seus verdadeiros mandatários, no comando, o nosso clube vai voltar a ter conquistas”, comemorou.

Segundo os organizadores do protesto, uma conquista foi alcançada com a mobilização desta terça-feira (21): a reunião do Conselho Deliberativo (Condel) do Remo, que vai aprovar a proposta de texto do novo estatuto, já está marcada para a segunda-feira (27), no salão nobre da sede azulina. Os dirigentes da Assoremo vão convocar os sócios para a reunião e prometem cobrar a aprovação do texto do estatuto e a marcação da assembleia geral de sócios que vai votar em definitivo o novo documento que regerá a instituição.

Durante o protesto, nenhum membro da direção do clube foi encontrado na sede social para receber os manifestantes ou dar explicações. A reportagem do DOL tenta contato com o Remo para saber a opinião do comando da instituição sobre a manifestação.

(Felipe Melo/DOL)

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