Esporte / Pará

EDIÇÃO ELETRÔNICA

O último e marcante Re x Pa dos 33 jogos do tabu

Quarta-Feira, 30/01/2013, 13:49:08 - Atualizado em 30/01/2013, 15:20:59 Ver comentário(s) A- A+

O último e marcante Re x Pa dos 33 jogos do tabu (Foto: Reprodução/Internet)
(Foto: Reprodução/Internet)

Durante todas as partidas realizadas entre Remo e Paysandu, nas 33 partidas do tabu azulino, este foi sem dúvida um dos clássicos mais marcantes da década de 90. O jogo foi realizado no dia 7 de maio de 1997, no Estádio Edgar Proença, o Mangueirão, e era válido pela final do 1º turno do Parazão.

O jogo de número 33 do inesquecível tabu do Clube do Remo em cima de seu maior rival, Paysandu, entrou para a história do futebol paraense. A equipe azul marinho vinha de uma derrota dentro de casa na final da Copa Norte para o Rio Branco-AC, ocorrida três dias antes deste jogo. O Leão de Antônio Baena vinha em meio a uma crise interna e estava sem o técnico Luisinho, que havia sido demitido após o revés para a equipe acreana. O Paysandu estava como grande favorito a quebrar o tabu. Para a torcida bicolor, não havia situação mais angustiante. A partida seria marcante, caso o Papão acabasse com o que para muitos torcedores alvicelestes era uma verdadeira maldição, e de quebra conquistasse o 1º turno do Parazão daquele ano. 

Nessa partida, a contagem estava em 32 jogos. Se até aqui ainda sobrara algum torcedor do Paysandu acreditando no fim do tabu, depois do jogo não havia mais. O Remo estava sendo comandado pelos jogadores Agnaldo e Belterra, que davam orientações aos companheiros ao mesmo tempo em que atuavam em campo. Os atletas/treinadores resolveram escalar um time ainda mais ofensivo com cinco atacantes. Em 11 minutos, o Remo impressionantemente marcou três gols e virou o jogo para a festa da torcida azulina, conquistando o primeiro turno do Parazão 97 e mantendo o tabu histórico. 

O inesquecível atacante Edil, conta com riqueza de detalhes à nossa reportagem como foi o último gol marcado pelo artilheiro naquela partida. “Perdiamos por 1 a 0, mas o Agnaldo empatou de cabeça após uma cobrança de falta, o Zé Raimundo virou o jogo e eu, Bradock (risos), aos 46 minutos do segundo tempo, consegui dar uma arrancada excelente naquele campo cheio de lama, driblei o zagueiro do Paysandu, driblei também o grande Claudecir, goleiro bicolor na época, e fuzilei fechando o placar. Foi sem dúvida um gol inesquecível. Com certeza o mais bonito da minha carreira”, contou nostálgico, o ex-jogador. 

Edil marcou o terceiro gol remista naquele histórico 07 de maio de 1997 

 

Posteriormente, no segundo turno, o Paysandu viria a derrotar pelo placar de 2 a 0 quebrando o jejum de vitórias contra o maior rival. Mas ainda assim, no fim do campeonato, o Remo viria a ser pentacampeão paraense com uma hegemonia inigualável de cinco títulos em cima do Paysandu, seu eterno adversário. 

A tradicional gozação dos torcedores 

Uma piada daquelas tradicionais contadas no mercado Ver-O-Peso, de que o jogo deveria ser anulado correu pela cidade. Razão: o Remo ganhou com gol de técnico (Agnaldo). "Gol de técnico vale?". Era a brincadeira que corria da parte da massa azulina. Foi uma vitória da fibra e da ousadia do grande Agnaldo de Jesus, o seu boneco, jogador raçudo e treinador interino do Clube do Remo, que vendo o time perder para o Paysandu por 1 a 0, posicionou a equipe de forma mais ofensiva possível, promovendo a entrada de três homens de ataque: Marcelo Papi, Zé Raimundo e Luís Carlos Apeú, desta forma, o time passou a empurrar o adversário no campo de defesa.

(Ronald Sales/DOL)

Leia também:

Comentários