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(Foto: Divulgação)
O Pará teve o segundo maior saldo de empregos formais desde a criação da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Os números, que fazem parte do novo Mapa de Empregos gerados no Pará e demais Estados da Região Norte, em 2011 (janeiro a dezembro), é divulgado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará).
O relatório faz parte do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Seter e o Dieese-PA. Em 2011 (janeiro a dezembro) foram feitas, em todo o Pará, 366.721 admissões contra 315.228 desligamentos - saldo positivo de 51.493 postos de trabalho e crescimento de 8,04%. Quase todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento de empregos formais. A exceção foi o setor serviço de indústria e utilidade pública (recuo de 0,08%). A construção civil apresentou o melhor desempenho: crescimento de 20,72%, seguido pelo extrativo mineral (17,92%), serviço (9,17%), comércio (9,86%), agropecuária (4,19%) e indústria de transformação (3,39%).
O Dieese-PA analisou o comportamento do emprego formal em 2011 (janeiro a dezembro) em todo o Norte. Todos os sete Estados da região apresentaram saldos positivos. O destaque foi o Pará: 51.493 postos de trabalho e crescimento de 8,04% com relação ao registrado em 2010. Foi seguido pelo Amazonas (45.186 postos), Rondônia (11.781), Tocantins (8.419), Amapá (7.256), Acre (4.688) e Roraima (2.606).
Em todo o Norte foram feitas, em 2011, 986.603 admissões contra 855.174 desligamentos - saldo positivo de 131.429 postos de trabalho e crescimento de 8,47% no emprego formal. Desse saldo total de todo o Norte (131.429 postos), 39% (51.493) foram gerados no Estado. E para 2012, o Dieese-PA estima que o Pará vai continuar gerando postos de trabalho praticamente nas mesmas proporções em que gerou em 2011.
BRASIL
Segundo o Ministério do Trabalho, mesmo com o acirramento da crise econômica mundial, em 2011, o Brasil criou 1.944.560 postos de trabalho celetistas. Os dados do Caged apontam um crescimento de 5,41% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010. O resultado foi o segundo melhor da série histórica do cadastro. O ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto, considera que, para 2012, a expectativa em relação à geração de empregos no mercado de trabalho formal é bastante favorável. Segundo ele, deverá haver um incremento em torno de dois milhões de empregos formais celetistas ao final do ano.
As informações por setor de atividade econômica mostram expansão generalizada do emprego. No setor de serviços, O País teve o segundo maior saldo para o período, com a criação de 925.537 postos (6,43%). No comércio foram gerados 452.077 postos (5,61%), na construção civil, 222.897 postos (8,78%) e na indústria de transformação, 215.472 postos (2,69%). A agricultura obteve o melhor resultado desde 2005, com a criação de 82.506 postos (5,54%). Na extrativa mineral foram gerados 19.510 postos (10,33%) - saldo recorde para o período; na administração pública, mais 17.066 postos (1,90%), e, no setor de serviços industriais de utilidade pública, 9.495 vagas (2,48%).
(Agência Pará)
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