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O objetivo era trazer, ainda na década de 1980, novas alternativas culinárias ao Brasil, mas o resultado foi completamente diferente do esperado. Num habitat estranho e sem conquistar o gosto da população, o caramujo africano foi largado no meio ambiente e se tornou hoje uma das maiores pragas naturais do país.
“O caramujo africano (Achatina fulica) se reproduz rapidamente (200 ovos por postura, mais de uma vez ao ano) e como não tem predadores, por não ser natural da região, ele é uma ameaça para a biodiversidade e seres humanos”, explica o médico veterinário George Hamilton.
Entre os principais problemas acarretados com sua presença estão a possível ameaça de extinção de outras espécies de caramujos, destruição de plantações e transmissão de bactérias e micro-organismos, capazes de causar doenças. Porém, até o momento apenas a meningite eosinofílica, que se aloja no pulmão da vítima, teve casos registrados no Brasil.
A fim de eliminar focos do animal e instruir a população sobre os riscos que ele traz, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou ontem o trabalho de controle do molusco em algumas áreas de Belém. O canal Leal Martins foi o primeiro a receber a iniciativa, cujo período escolhido ocorre devido à proliferação do caramujo durante a época de chuva. A ação continuará até o mês de abril. (Diário do Pará)
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