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Rodoviários protestam contra a insegurança

Quarta-Feira, 25/01/2012, 06:22:16 - Atualizado em 25/01/2012, 07:31:17

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Rodoviários protestam contra a insegurança (Foto: Marco Santos)

Segundo rodoviários, falta de segurança já vinha sendo denunciada (Foto: Marco Santos)

Os moradores do Icuí ficaram sem ônibus mais cedo, ontem, por causa de um protesto do Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba contra a falta de segurança no final das linhas Icuí/Presidente Vargas e Icuí/Ver-o-Peso, na estrada do Icuí. Dos 56 ônibus que fazem essas linhas, 27 já haviam sido recolhidos até as 20h de ontem e o restante deveria ser recolhido até as 21h, quatro horas antes do horário previsto para o encerramento das viagens que é 1h da madrugada.

O estopim para o protesto dos rodoviários foi o violento assalto sofrido por um cobrador e um motorista anteontem à noite. Segundo o presidente do sindicato, Márcio Amaral, dois indivíduos entraram armados com uma marreta e um terçado no ônibus e ameaçaram esmagar primeiro a mão e depois a cabeça do cobrador caso não conseguissem abrir o cofre que, para alívio deles, foi arrombado.

Pelas contas do sindicato, só este ano já foram 12 assaltos registrados na área. A falta de segurança já vinha sendo denunciada desde novembro do ano passado pelos rodoviários que fizeram uma paralisação naquele mês em protesto contra outro assalto violento no qual um cobrador foi ferido com uma serra no pescoço e o motorista levou uma violenta pancada com um perna-manca.

Na ocasião, segundo o sindicalista, a Polícia Militar realizou blitz na área e ainda chegou a fazer rondas, mas depois o policiamento foi retirado e até o posto policial que funcionava nas proximidades foi desativado.

“Amanhã (hoje) se não tiver policiamento nós vamos fazer de novo e todos os dias até sermos atendidos, infelizmente para a população, mas nós temos que preservar pelo menos as nossas vidas”, afirmou Márcio que também é funcionário da empresa Forte que faz as duas linhas. A empresa, segundo ele, deveria também contratar seguranças para o final da linha, como fazem outras empresas, já que o contrato de prestação do serviço obriga os empresários a também oferecerem segurança aos trabalhadores. Os locais mais violentos da área - o Maconhão, o Pascoal e o Afeganistão - já foram mapeados e comunicados à polícia pelos rodoviários. (Diário do Pará)

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