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Plano pretende eliminar 57% das áreas alagadas

Quinta-Feira, 19/01/2012, 07:07:23 - Atualizado em 19/01/2012, 07:07:23
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Plano pretende eliminar 57% das áreas alagadas (Foto: Mauro Ângelo)

(Foto: Mauro Ângelo)

A cena que promete solucionar o problema do alagamento na confluência dos canais da travessa Vileta com o do Tucunduba já foi vista outras vezes pela líder comunitária Maria José Ramos. Interessada na movimentação de operários e de representantes do governo no canal próximo da sua casa, na manhã de ontem, ela acompanhava o início do Plano de Ação Emergencial do Governo com a esperança de que, desta vez, o período mais chuvosos do ano não lhe traga tantos transtornos. “É o sonho de cada um de nós”.

Presente no terceiro dia de limpeza do canal do Tucunduba, fase inicial do plano, o secretário de Estado de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Seidurb), Márcio Spíndola, informou que a expectativa é de que as medidas eliminem os alagamentos em pelo menos 57% da área da Bacia do Tucunduba.

“Esse plano emergencial prevê a limpeza dos canais e eliminação dos pontos de estrangulamento dos canais da Vileta, da Jabatiteua, da Celso Malcher e da Cipriano Santos”, disse. “Será feita drenagem em mais de 40 pontos. Há um tubo ármico que impede a vazão dos canais do Jabatiteua e Cipriano Santos, por isso, vamos destruir isso e fazer pontes de metal provisórias”.

Segundo o secretário, as drenagens e mudanças na estrutura dos canais só começarão após a limpeza do canal do Tucunduba, iniciada na última segunda-feira. “Foram quatro meses de estudo de toda a Bacia do Tucunduba. É preciso prever que toda essa água que vem de outros canais cai aqui no Tucunduba”.

MUDANÇA

O entendimento da necessidade de mudanças no canal já era percebido pela líder comunitária Maria José Ramos. Apesar de não ser especialista na área, as experiências de alagamento, vivenciadas há mais de 20 anos, a fizeram opinar sobre uma possível solução para o problema que atinge a toda a comunidade. “Depois que fizeram a ponte do Cipriano Santos (canal), o alagamento piorou”, acredita. “Fizeram só um paliativo. Fizeram esse asfalto sem saneamento e piorou muito”.

Diante de sua casa que, em decorrência dos constantes alagamentos, precisou ser levantada, ela evidencia o problema que é enfrentado por muitos dos moradores da travessa Vileta. “A gente vivia aqui embaixo, mas tivemos que subir um metro”.

O problema também já foi enfrentado pela aposentada Rita Dalva Pinheiro. Aos 66 anos e morando sozinha, ela diz temer as chuvas que se aproximam, já que não tem mais recursos para subir o nível de sua casa. “Espero que esse negócio agora resolva porque não tem mais conta de quantas vezes já tive que levantar essa casa”.

Apesar de ter o objetivo prioritário de diminuir os riscos de alagamentos nos meses em que as chuvas são mais intensas em Belém, o secretário afirma que o Plano de Ação Emergencial será aplicado enquanto um novo projeto que prevê a urbanização e saneamento da área do canal do Tucunduba não é finalizado.

PAC

O novo projeto, segundo Márcio Spíndola, pretende substituir o projeto anterior iniciado em 2008 através de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. “Existe um contrato do governo desde 2007 para fazer a restituição do canal do Tucunduba. Esse projeto se arrastou no governo anterior e não foi aprovado pela Caixa”, disse. “Sentamos com a Caixa e começamos a pensar em um novo projeto que só deve ficar pronto em março com licitação prevista para abril”.

Segundo a Seidurb, o projeto anterior previa a promoção da navegabilidade do canal, assim como a realocação de 555 famílias identificadas como moradoras de áreas de risco e a retificação do canal em uma licitação única, já o projeto que está sendo estruturado atualmente, seria dividido em vários processos licitatórios.

“Pretendemos diminuir o remanejamento das famílias, mas com a realização de uma urbanização correta. Se houver possibilidade de navegabilidade, tudo bem”, informou. “Esse novo projeto ainda vai ser discutido com a Caixa Econômica e com a população, mas a Caixa já autorizou a licitação de 400 unidades habitacionais na área do curtume, que é onde ficarão essas pessoas que já foram retiradas do canal na gestão passada”. (Diário do Pará)

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