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Entidades querem audiência pública sobre BRT

Segunda-Feira, 09/01/2012, 14:07:08 - Atualizado em 09/01/2012, 14:58:28

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O Sindicato dos Servidores Federais (Sintsep-PA), juntamente com o Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade da Amazônia (Unama) lançaram nota que questiona o projeto de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), da Prefeitura de Belém, e exigem a realização de uma audiência pública para consulta da população sobre o projeto.

Na próxima quinta-feira (11), as entidades convocarão uma plenária com outros setores da sociedade para construir um fórum contra o BRT e em defesa de outras propostas para o transporte público. A reunião acontece às 18 horas, no auditório do Sintsep, localizado travessa Mauriti, 2239, bairro da Pedreira.

De acordo com Márcio Amaral, do Sintram, o sistema BRT proposto por Duciomar “inspira desconfiança”. Ele alega que o projeto não leva em consideração a opinião dos moradores de Ananindeua, Marituba e demais regiões da BR-316, além do próprio centro da cidade. Para Amaral é necessário realizar uma audiência pública para debater o tema.

Segundo Emanuelle Nery, do DCE Unama, com a implantação do BRT a prefeitura prevê dois aumentos no valor da passagem. “O preço de tudo vem subindo e o reajuste dado no salário mínimo já está sendo consumido com a alta na cesta básica”, alegou.

A nota das entidades defende o cancelamento imediato da licitação atual com a construtora Andrade Gutierrez, alegando suspeitas na forma como a empresa ganhou a licitação de R$430 milhões, e congelamento do sistema BRT até a realização de audiências públicas para discussão do projeto com a população.

Também faz parte da pauta do movimento a exigência de estagnação do preço da passagem e a formação de uma Comissão dos Trabalhadores e da Sociedade, com integrantes dos Sindicatos, Ministério Público, especialistas em transporte público para discutir os impactos sociais, econômicos e ambientais da proposta.  As entidades questionam se “não há alternativas mais baratas e mais viáveis” para o trânsito de Belém. (DOL, com informações da Ascom do Sintram)

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