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A Santa Casa de Misericórdia de Belém divulgou dois boletins médicos, ontem, a respeito do estado de saúde dos bebês siameses nascidos na última segunda-feira (19), no município de Anajás, na ilha do Marajó. O estado de saúde inspira cuidados especiais e eles estão passando por uma série de exames para um diagnóstico mais completo do caso.
As crianças “acabaram nascendo acoladas por causa do atraso na divisão celular, que só aconteceu após o 13º dia de fecundação, ocasionando a anomalia”, explicou a médica Neila Dahas, diretora assistencial da Santa Casa. Ela reitera a importância de se “entender que são duas crianças, e não uma criança com duas cabeças. Elas já foram submetidas a uma bateria de exames, que constatou que ambas têm cérebros distintos e duas colunas, mas dividem os outros órgãos”, explicou. Segundo a equipe médica que cuida do caso, elas estão “clinicamente estáveis, mantêm desconforto respiratório leve, bem ativas e reativas e o hemograma apresenta normalidade”.
O resultado da tomografia feita anteontem, que deveria sair pela manhã, acabou não sendo divulgado. Os próximos exames a que os siameses de Anajás serão submetidos são mais específicos, como angiorressonância e ecocadiograma.
Um novo boletim, divulgado às 17h30, informava que o estado clínico geral dos bebês siameses era regular, mas eles mantinham um “desconforto respiratório de leve a moderado e estavam em oxigenioterapia, porém hemodinamicamente estáveis”. As crianças ainda farão mais exames específicos. Elas já foram avaliadas por vários especialistas, mas todos descartaram até o momento a possibilidade de cirurgia. (Diário do Pará)
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