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A imprudência é um dos itens que faz com que trafegar com segurança na (Foto: Rogério Uchôa)
É difícil encontrar apenas um motivo para considerar a BR-316 uma rodovia perigosa. Há uma mistura de culpados que convergem para deixar o ambiente cada vez mais caótico. Tudo começa com uma estrutura precária, marcada por vários buracos e sem acostamento, que fica ainda mais confusa devido à falta de sinalização.
Algumas placas estão tortas, apagadas, outras só deixaram saudade. Para completar, não há policiamento suficiente. Ao longo dos primeiros dez quilômetros, considerado o trecho federal com mais acidentes no Brasil, somente dois agentes, em uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), observavam o trânsito.
Coragem e ousadia se tornam, então, as características mais necessárias para trafegar pela única entrada e saída de Belém pela via terrestre. Afinal, achar lugar entre pedestres, ciclistas e motociclistas que se confundem com os veículos de quatro, seis e até 10 rodas, como os grandes caminhões, é vencer uma competição. E é justamente aí que acontecem os acidentes.
O agente de passagens Francilei Nascimento trabalha há quatro anos no terminal intermunicipal de Ananindeua e utiliza todos os dias a rodovia para chegar ao trabalho, pois mora em Castanhal. “Já perdi a conta de quantos acidentes vi. Eu mesmo quase fui atropelado, porque nessa história de pressa e preguiça de usar a passarela, atravessei na rua mesmo”, diz. Para sobreviver aos perigos que a BR-316 traz, ele só encontra uma palavra: atenção. “Tem que ter muito cuidado pra tudo. Até o nosso trabalho fazemos rápido para tentar não congestionar o trânsito”, diz.
TRÂNSITO
Mas as tentativas são em vão. Não importa o horário, nem perímetro; trafegar na via sempre implica em congestionamentos. Às 9h de ontem, por exemplo, a velocidade não passava de 20km/h em alguns trechos.
Quem dirige na via só acumula reclamações. Motoristas dizem que há muito tempo a via não passa por reforma e muitas mudanças recentes só mudaram o foco do problema. “Esse sinais ajudam ao pedestre, mas paralisam o trânsito. A mesma coisa com os retornos. Se não ‘meter a cara’, não sai do lugar jamais”, opinou Genival Guerreiro. (Diário do Pará)
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