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Projeto orienta nutrição de estudantes

Segunda-Feira, 19/12/2011, 03:30:26 - Atualizado em 19/12/2011, 03:30:26
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Projeto orienta nutrição de estudantes (Foto: Alexandre Moraes/Divulgação)

Estudantes da escola Barão de Igarapé-Miri em atividade (Foto: Alexandre Moraes/Divulgação)

Pizzas, batatas-fritas, hambúrgueres e salgados. A alimentação de crianças e adolescentes está recheada dessas guloseimas. O mau hábito alimentar começa muito cedo e as crianças “gordinhas” de hoje poderão tornar-se adultos obesos, propensos a várias outras complicações médicas.

O projeto “Obesidade na Adolescência: fator de risco para doenças crônico-degenerativas no adulto”, tem como principal objetivo estimar a prevalência de sobrepeso e obesidade entre os adolescentes de uma escola pública. Alunos do ensino fundamental e do ensino médio da Escola Barão de Igarapé-Miri participaram da pesquisa coordenada pela professora Ana Julia Moraes, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA).

HÁBITOS

A pesquisa de campo foi feita em duas etapas. Primeiramente, um questionário utilizado pela Organização Mundial de Saúde foi aplicado aos alunos. Esse questionário avaliava questões como o hábito alimentar dos adolescentes e suas atividades físicas.

Em seguida, os alunos foram pesados e medidos para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), no qual o peso é dividido pela altura ao quadrado.

Quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9, o peso está normal. Acima dessa faixa, é considerado sobrepeso, e quando o IMC ultrapassa 29,9, o caso já é de obesidade.

Os resultados apontaram que 24,5% dos mais de 900 alunos participantes têm sobrepeso ou obesidade. O mau hábito alimentar dos adolescentes vai além de lanches gordurosos.

A professora Ana Julia Moraes destaca como um grande problema o consumo exagerado de farinha, carboidrato puro, e de açaí.

Segundo a pesquisadora, o paraense não tem o hábito de incluir legumes e verduras em sua alimentação. O sobrepeso “não ocorre devido à quantidade, mas sim à qualidade dos alimentos consumidos”.

FATORES

A obesidade, no entanto, é algo multifatorial. A falta de atividade física influencia, assim como os fatores psicológicos, como ansiedade e tendência à depressão.

A coordenadora do Projeto também lembra o fator genético, “nós sabemos que, se um dos pais for obeso, há 50% de chances de o filho também ser”.

Hoje, a obesidade é problema de saúde pública. “Se a intervenção ocorrer ainda na adolescência, no futuro, esses adultos não serão obesos”, avalia Ana Julia Moraes.

(Ascom UFPA)

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