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(Foto: Daniel Pinto)
A ameaça de paralisação de 15 mil funcionários que trabalham nos principais aeroportos de todo país, no próximo dia 22, pode trazer o caos às companhias aéreas em Belém, onde a seccional do Sindicato dos Aeroviários já confirmou adesão ao movimento, diante do impasse nas negociações salariais.
De acordo com o presidente do sindicato em Belém, José Geraldo, a greve será total. “Parando os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Tom Jobim, no Rio de Janeiro, que distribuem as viagens dessas localidades, não teremos porque trabalhar, então paramos. Nós não queremos atrapalhar a viagem de ninguém, pois essa situação é uma intransigência patronal. Ano passado paralisamos apenas um dia, 24 de dezembro, e conseguimos até mais do que estávamos propondo. De 5%, conseguimos 8,7% no reajuste. No mesmo caminho, estamos antecipando para o dia 22, para não prejudicar o Natal”, explica.
Estão incluídos, entre os aeroviários, pilotos, comissários de bordo e equipes de solo das companhias, mecânicos e outros funcionários que trabalham diretamente com as operações de voo. Os funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não fazem parte do movimento.
De acordo com a assessoria de comunicação da Infraero, mesmo com a paralisação, o aeroporto não vai parar. Mas a previsão é de acúmulo de passageiros nos salões dos aeroportos. A expectativa, no entanto, é que as rotas regionais não sejam afetadas.
A Infraero também lembra que são as companhias aéreas as responsáveis por organizar e controlar as etapas e viagens. Se o consumidor se sentir lesado, deve entrar em contato com a empresa aérea prestadora do serviço, que deverá responder a todas as penalidades e prejuízos causados pela paralisação.
TRANSTORNOS
Para o engenheiro agrônomo José Mariano, o período para a realização da greve não é justo. “Não sou contra que a categoria faça greve para reivindicar seus direitos, o problema é o transtorno que pode causar no período escolhido, como o Natal. Os aeroportos vão se transformar em caos”, diz o paraense, que atualmente reside em Porto Velho.
Para o gerente de operações Celso Possate, o salário dos trabalhadores da aviação civil deve aumentar. “Realmente ganham muito pouco. Deve ser um salário justo, mas a época que escolhem para fazer a paralisação é um absurdo. Viajo bastante, mas apesar de não estar em voo neste período, é um desrespeito com o consumidor que sofre penalidades maiores”.
REUNIÃO NO RJ
A paralisação ou não dos aeroviários pode ser definida hoje, em uma reunião entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentact) e representantes das empresas, no Rio de Janeiro.
A categoria espera 10% de reajuste salarial, mas os empresários acenam apenas com 6%
(Diário do Pará)
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