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Diário publica hoje a edição de número 10 mil

Quinta-Feira, 24/11/2011, 08:58:24
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Às 7h o editor-executivo Clayton Matos, 34 anos, chegou à redação do DIÁRIO DO PARÁ. Seis horas depois ainda não tinha plena certeza de qual seria a manchete do jornal no dia seguinte. Uma forte candidata até o início da tarde era baseada em dados do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), que mostravam que pelo menos três adolescentes são assassinados por dia no Pará. Há 11 anos no DIÁRIO, Matos não chegava a se preocupar tanto assim com a principal notícia do dia. Fosse qual fosse, não apagaria o fato de que nesta quinta-feira, 24 de novembro, o DIÁRIO DO PARÁ chegou à edição de número 10 mil. Um marco.

“A importância de chegar à edição de número 10 mil não se resume aos termos quantitativos, mas de qualidade também, pois atingimos este número num momento de crescimento da tiragem do jornal e de investimentos em infraestrutura e tecnologia, sempre visando a qualidade que o nosso leitor tanto preza e que é a razão de existir do DIÁRIO”, diz o diretor-presidente do jornal, Jader Barbalho Filho.

>> Desafios vencidos com criatividade

São dez mil dias. Desde a primeira edição, do dia 22 de agosto de 1982 até hoje, o DIÁRIO DO PARÁ vem transformando o fazer jornalístico no Estado. Apelidado de jornal de campanha nos primeiros tempos, foi ganhando espaço no coração do leitor. Atualmente é o mais lido, o mais vendido e o mais respeitado jornal paraense. O segredo tem sido a ousadia em mudar sempre e a saudável mistura cotidiana entre jovens e experientes jornalistas.

“Isso acabou sendo uma tradição do DIÁRIO. Ele se reinventa, busca sempre mudar. E por conta desse esforço de se renovar, a gente acaba renovando também o ânimo da profissão”, diz o editor Lázaro Magalhães, responsável também pela Escola Diário de Jornalismo, exemplo prático da característica do DIÁRIO buscar sangue novo nas faculdades.

Esse é um dos fatores que agradam a repórter Cíntia Magno, 22 anos. A jornalista fez parte da primeira turma da Escola Diário. Ter contato com repórteres e editores mais experientes e ter passado por todas as editorias durante o período do curso é um diferencial único, segundo ela. “O DIÁRIO tem uma pegada diferente. É mais humanizado. Ouve o que o povo tem a dizer. As pessoas se identificam com isso. Ele não se limita a apresentar dados”, diz a repórter.

Humanização de matérias talvez não passasse pela cabeça do fundador do DIÁRIO DO PARÁ, Laércio Barbalho, na manhã de 21 de agosto de 1982. Depois de duas edições experimentais, a edição de número 1 estava sendo preparada para ir às ruas.

“Foi um parto”, lembra o editor Carlos Queiroz, um dos jornalistas participantes da histórica edição. “Foram muitos problemas técnicos. Os equipamentos eram usados, já estavam gastos”. A edição em si durou 25 horas, o que levou o então jornalista Hélio Gueiros a comentar em uma reunião que daquele jeito não daria para ser um jornal diário. “Foi uma verdadeira operação de guerra. Quando o jornal circulou já era quase meio-dia”, complementa Queiroz.

Seria apenas uma das diversas dificuldades superadas pelo jornal DIÁRIO DO PARÁ ao longo dessas dez mil primeiras edições. O primeiro jornal foi rodado ainda num sistema já considerado ultrapassado, o chamado ‘chumbão’. Era como se estivesse havendo uma volta ao tempo de Gutemberg. Isso porque o sistema original, chamado nylon print, havia deixado a equipe na mão.

O jornal havia sido pensado para dar voz à oposição política no Pará. O país ainda vivia os derradeiros anos da ditadura militar. Com os outros dois jornais a serviço da ordem vigente, quem buscasse alternativas teria então o DIÁRIO DO PARÁ. “O clima era de euforia e vontade”, diz Carlos Queiroz.

Mas se faltava qualidade gráfica não havia escassez de qualidade. A equipe do DIÁRIO, desde os primeiros tempos, tinha nomes de peso no jornalismo paraense. Gente como Ronaldo Bandeira, Expedito Leal, Hélio Gueiros, Nazareno Pantoja, entre outros, fizeram parte da equipe do DIÁRIO DO PARÁ nos primeiros meses.

Carlos Queiroz, que abandonou a advocacia para ser efetivamente jornalista, é um dos nomes que integram todas as diversas fases do DIÁRIO DO PARÁ. Foi o último a abandonar a velha máquina Olivetti e aderir aos computadores. Atualmente é um entusiasta da tecnologia. “Facilitou muito”, diz. (Diário do Pará)

>> Leia mais no site do Diário do Pará

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