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(Foto: Diário do Pará)
Medo, desconfiança, nervosismo e desespero rondam a Curuzu. Embora o Paysandu precise apenas de um empate para garantir o retorno à Série B do Campeonato Brasileiro, alguns torcedores acreditam que as dificuldades financeiras enfrentadas pela diretoria alviceleste podem comprometer o desempenho do time na última rodada, contra o América. Os bicolores entendem o lado dos jogadores – alguns há mais de três meses sem receber –, mas imploram para que os atletas discutam a situação somente após a disputa do próximo domingo (20), em Goianinha (RN).
A estudante Rafaela Travassos conta que quando vai aos treinos do Papão sempre escuta os mesmos comentários de jogadores reclamando dos salários atrasados. Por isso, ela tem dúvidas quanto à atuação dos bicolores diante do time potiguar e faz um desabafo. “Pelo amor de Deus, ficar mais um ano nessa mesma situação não dá, é sempre a mesma história: dinheiro, dinheiro e dinheiro. Eu sei que ficar sem receber é horrível, mas que eles tenham a consciência da importância disso para a torcida, que eles esqueçam essa situação pelo menos agora e coloquem o Paysandu onde merece”, apela.
Para o universitário Jason Nelson, a falta de dinheiro pode comprometer o comportamento daqueles jogadores que não jogam com amor à camisa alviceleste. Já a jornalista Anita Brasil pensa que o grupo tem o direito de cobrar e a diretoria, como mandatária máxima do Paysandu, deveria se responsabilizar e assumir uma postura séria e de respeito dentro do clube. No entanto, ela acredita que toda a profissão tem sua ética e com o futebol não deveria ser diferente. “Eles não devem esquecer seus princípios, e sim pensar que um clube e uma torcida dependem do empenho deles para alcançar o objetivo almejado há cinco anos”, ressalta.
(Diário do Pará)
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