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Ilustração: Casso
A menos de um mês do plebiscito, marcado para o dia 11 de dezembro, é preciso atrair de qualquer forma o eleitor. E foi exatamente isso que buscaram fazer as frentes a favor e contra a divisão do Pará, ontem, durante o horário eleitoral gratuito, transmitido em rádio e TV.
Com trilha sonora dramática, imagens de momentos festivos e depoimentos de populares, a campanha do “não” investiu no emocional dos paraenses. O foco era mostrar aos eleitores que todo o processo de mudança trará gastos, pagos com o dinheiro da população. A narrativa pausada também relatava que as despesas atuais seriam elevadas em 36% e a verba recebida pelo Fundo de Participação dos Estados, que é de R$ 6,2 bilhões, cairia.
Realizadas todas em Belém, entrevistas com especialistas e populares também defendiam esta tese. Segundo o economista Helio Mairato, que junto com outros especialistas frequentemente aparece na campanha apresentando dados contrários à divisão, a sociedade pagará mais impostos, principalmente para que a máquina pública dos dois novos estados seja criada. “Serão R$740 milhões somente para arcar com salários de políticos”, afirmou. Nas ruas, as pessoas entrevistadas demonstravam insatisfação e descrença no desenvolvimento da região, afirmando sempre que se trata de uma jogada política e das elites do oeste e sul do Estado. Leia mais no Diário do Pará.
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