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No cotidiano vale menos estatística

Quinta-Feira, 17/11/2011, 09:14:31

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No cotidiano vale menos estatística (Foto: Ney Marcondes)

Maria Santana . Chefe de uma família de sete pessoas (Foto: Ney Marcondes)

Os números do Censo 2010 podem até apontar a diminuição da pobreza e da miséria no país, mas o Norte ainda apresenta índices preocupantes. O Pará faz parte desta triste realidade. O contraste entre uma Belém próspera e urbana e outra miserável e esquecida pode ser visto em uma visita às áreas periféricas próximas à região central da cidade.

Lá, a vida das pessoas reitera os dados do IBGE, que apontam que a desigualdade de renda nas regiões Norte e Nordeste ainda é grande, onde os 10% mais pobres detêm 1% do total de rendimentos.

No final do canal da avenida Gentil Bittencourt, por exemplo, em meio a condições subumanas de habitação, a reportagem encontrou a dona de casa Maria Santana, 38 anos. Ela é uma das 22 milhões de mulheres chefes de família no Brasil. Com dois netos ainda bebês em casa, ela acumula em média um salário mínimo por mês com os “bicos” que faz.

Na casa de Maria Santana moram sete pessoas, contando com ela. Apenas o genro contribui com o sustento. “As coisas são difíceis, confesso, mas dá pra levar. Até tentei voltar a estudar. Foi na época que a minha mãe morreu. Daí em diante, perdi o foco”, conta Maria Santana, que apenas sabe ler e escrever.

Os filhos também pouco se interessaram pelos estudos. Enquanto o filho de 18 anos cursa a 5ª e 6ª séries do ensino fundamental em sistema supletivo , a filha, Erika Pereira, 21 anos, interrompeu os estudos para cuidar do filho. Leia mais no Diário do Pará. 

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