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Os cidadãos estão encarando o plebiscito como uma eleição comum, mas ele é muito mais do que isso”. A afirmação é do cientista político Roberto Corrêa e descreve bem o clima em Belém, a praticamente um mês da votação. Ainda sem propagandas nas televisões e rádios, que começarão oficialmente amanhã, a mobilização tem se restringido a eventos, debates e discretas demonstrações de voto.
Para o dia 11 de dezembro, o técnico em segurança do trabalho Augusto Rodrigues Cardoso já organizou as suas tarefas, incluindo um horário para o exercício da cidadania, mas admite: “Não estou muito empolgado”. Ele conta que o assunto não é papo entre amigos, muito menos nos momentos de descontração na mesa do bar. “Ninguém pergunta o que o outro vai escolher. A gente só sabe que vai lá e pronto”, diz. O motivo para a apatia seria a falta de informação nas campanhas. “Até agora tenho visto apenas ordens e imposições como se o que importasse fosse só o número, e não o povo mesmo”, critica.
Segundo Roberto, isso ocorre porque, diferente das eleições comuns para representantes políticos, o plebiscito não atrai cabos eleitorais ou faz promessas aos mais carentes. Alguns cidadãos se sentem, portanto, menos valorizados individualmente e consideram uma luta externa, como se dela não fizesse parte as classes mais baixas da sociedade paraense.
VOTO
A mobilização contida, entretanto, não significa falta de opinião. Nas ruas, por mais que não demonstrem ânimo, muitas pessoas já decidiram o voto e conseguem rapidamente justificá-lo. Na casa onde Solange Machado trabalha, um cartaz mostra a posição da família sobre o assunto e esse contato mais próximo fez a doméstica dar mais atenção ao plebiscito. “Quem deixa de votar está sendo injusto e sem consideração com o povo paraense. Não tem desculpas para faltar, porque é muito rápido”, aconselha. Leia mais no Diário do Pará.
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