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Utilizado para aferir a qualidade da educação oferecida pelas instituições de ensino superior – públicas e privadas – do Brasil, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado na tarde de ontem, levou mais de 300 mil estudantes de todo o país às salas de aula para responderem questões referentes a conhecimentos gerais e a conteúdos dos cursos acadêmico.
Na escola Augusto Meira, no bairro de São Brás, em Belém, estudantes que terminaram a prova no tempo máximo reclamaram do espaço para resolução de questões discursivas. “Eram apenas 15 linhas para discorrer de um assunto que estudamos um semestre todo. É quase impossível!”, afirmou estudante Silvana Ribeiro, 24 anos. Ela cursa geografia na UFPA e considerou a prova acessível.
A futura engenheira de alimentos, Marília Luz, 22 anos, fez a prova na Escola Lauro Sodré e não teve muitas dificuldades na resolução das questões. “Não achei nem fácil e nem difícil. Foi apenas um pouco complicado na hora de resolver questões envolvendo cálculos. Somos acostumados durante cinco anos a usar calculadora”.
O Enade faz parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), e foi instituído pela Lei nº 10.861/2004. O exame tem o objetivo de avaliar o curso através do desempenho dos alunos participantes com relação aos conteúdos desenvolvidos durante a graduação. A participação é registrada no histórico escolar do estudante. Os estudantes que não comparecem ao exame ficam irregulares junto ao MEC e impossibilitados de receber diplomas.
Os universitários inscritos que por algum motivo não puderam realizar a prova têm prazo de 10 dias, a contar de hoje, para que apresentem no sistema a justificativa. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai analisar a solicitação e comunicará a instituição a decisão sobre a dispensa. O estudante que permanecer em situação irregular deverá ser inscrito no Enade do próximo ano.
O Enade é utilizado para compor o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC), indicadores utilizados pelo Ministério da Educação (MEC) nos processos de regulação das graduações no Brasil. Elas recebem notas de 1 a 5, sendo que 1 e 2 são considerados desempenho insatisfatório, 3, razoável, e 4 e 5, bom. (Diário do Pará)
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