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(Foto: Ney Marcondes)
A Associação dos Batedores de Açaí e a Divisão de Controle e Qualidade de Alimentos (DCQA) da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa) se reúnem hoje, às 10h, na sede da secretaria. Na pauta, a elaboração de uma estratégia de trabalho para orientar os trabalhadores da categoria quanto à higiene, manipulação e comercialização do açaí, em ações conjuntas com órgãos competentes. A reunião estava marcada para ontem, mas teve que ser adiada.
Mesmo sem a confirmação sobre a ligação entre o surto de doença de Chagas que acomete o Pará e o consumo do açaí, as vendas estão caindo consideravelmente. A informação foi confirmada pelo presidente da Associação dos Batedores de Açaí, Marivaldo Ferreira, que admitiu estar preocupado com a situação. “Está cada vez mais complicado convencer as pessoas de que nossos produtos estão livres dessa doença. Trabalhamos com nossos associados o ano inteiro através de ações de conscientização e fiscalização, mas estamos pagando pelos erros de outros vendedores. Estes casos que estão acontecendo podem ser descuidos daqueles que não cumpriram o que é recomendado”, afirmou.
Para ele, quem sofre com o alarme causado pelas mortes em virtude da doença são os trabalhadores que estão na ponta final da cadeia produtiva. “Os batedores são apenas uma etapa do processo, as autoridades precisam entender que toda a produção, desde a colheita do grão até o ensacamento do produto, deve ser alvo de fiscalização. Só assim nosso consumidor estará seguro”. A Associação reúne cerca de 1.500 estabelecimentos, mas, segundo o presidente, só em Belém, existem mais de 4 mil pontos de vendas de açaí. “A primeira orientação que fazemos aos nossos associados é que busquem a Vigilância Sanitária, para que ela os oriente a fazerem as adequações”.
Carlos Alberto Noronha, vice-presidente da associação, enfatiza que a população precisa ser esclarecida sobre as reais condições em que se encontravam os pontos de venda de açaí onde supostamente as vítimas teriam adquirido produto contaminado. “Nós trabalhamos com seriedade em nossos estabelecimentos e exigimos que estes locais sejam notificados e fechados, para que não percamos nossa credibilidade”. Leia a matéria completa no Diário do Pará
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