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Risco no Telégrafo: bairro foi o que registrou mais casos da doença (Foto: Wagner Almeida)
Mesmo após a notificação de fechamento dos pontos de venda de açaí na feira do Telégrafo, em Belém, feirantes arriscaram manter as portas abertas durante a manhã de ontem. “Estou correndo atrás do prejuízo. O movimento já caiu pela metade desde que o caso começou a aparecer na mídia. Mas dependo desse trabalho, não tem como ficar parado”, afirma um dos feirantes atingidos pela medida.
Na última sexta-feira (21), o Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), determinou o prazo de 72 horas para a suspensão das atividades de quatro pontos de comercialização da polpa da fruta no bairro. De acordo com a notificação, a justificativa para os locais encerrarem suas atividades seria não possuírem licença de funcionamento.
“Isso foi só uma desculpa que eles encontraram para perseguir a gente. Trabalho aqui há cinco anos, pago todo mês uma taxa de funcionamento de R$ 30 para a Secon (Secretaria Municipal de Economia)”, reclama o batedor de açaí.
A medida seria uma prevenção ao atual surto de doença de chagas na capital. Segundo levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), aumentou para 85 o número de casos confirmados da doença no Pará este ano. As novas notificações são de Belém e dos municípios de Ananindeua e Bujaru. Belém registrou 36 casos da doença, em 11 bairros. O Telégrafo é o que tem maior incidência, com nove casos confirmados e dois óbitos.
Apesar de as investigações serem inconclusivas a respeito do foco da doença, a suspeita é que o consumo da polpa de açaí contaminada pelo barbeiro seja o responsável pelas mortes. Leia mais no Diário do Pará.
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