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Vice defende mineração contra pobreza

Sexta-Feira, 21/10/2011, 07:47:20
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Vice defende mineração contra pobreza (Foto: Alex Ribeiro)

José Fernando Gomes Júnior, com Jader Filho e Camilo Centeno (Foto: Alex Ribeiro)

O vice-governador Helenilson Cunha Pontes defendeu ontem à noite, ao presidir na Fiepa a solenidade de posse da nova diretoria do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará, uma “articulação inteligente” entre o setor produtivo, governo e sociedade para combater a pobreza, o subdesenvolvimento e a desigualdade. Citando números do mapa da exclusão social, produzido pelo Idesp, Helenilson Pontes disse que 1,4 milhão de paraenses vivem hoje em situação de extrema pobreza, com renda mensal abaixo de R$ 70,00. Na ilha do Marajó, de acordo com o vice-governador, 38% da população vive nessa condição. Mas os números ruins não se esgotam aí. Ele acrescentou que 2,5 milhões de paraenses vivem com renda mensal de até R$ 140,00.

“O grande desafio que nós temos pela frente é promover uma articulação que possa conciliar os interesses da competitividade com as exigências da sustentabilidade”, declarou Helenilson Pontes. Acrescentou que, ao falar em sustentabilidade, não trata apenas do conceito ambiental, mas busca sobretudo a sua dimensão humana. Para ele, a sociedade paraense não perdoará os seus dirigentes se estes não forem capazes de conciliar o discurso que proclama as grandes riquezas naturais do Estado com a pobreza que assola boa parte da população já na porta de casa.

Neste sentido, ele disse que o novo marco regulatório que está em fase de estudo para o setor mineral deve criar mecanismos que venham permitir a socialização dos ganhos da mineração, conciliando os interesses do setor produtivo com a melhoria das condições de vida das pessoas.

Foi também neste mesmo sentido o discurso do secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa. Ele reconheceu que já houve avanços no setor e citou como exemplo a decisão da Vale de implantar a siderúrgica Aços Laminados do Pará, em fase de construção no município de Marabá. “Mas nós precisamos ir além, precisamos superar o estágio da simples extração e do transporte de minérios e avançar no processo de industrialização”, afirmou Sidney Rosa. Prova de que a situação atual é desfavorável ao Estado e precisa mudar, segundo ele, é o fato de que o Pará, embora responda pelo segundo maior saldo da balança comercial do Brasil, continua ocupando até hoje a 26ª posição no ranking do PIB per capita dos Estados brasileiros. Leia mais no Diário do Pará.

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