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Enem: estratégias de quem está na reta final

Quinta-Feira, 20/10/2011, 07:19:17
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Enem: estratégias de quem está na reta final   (Foto: Everaldo Nascimento)

Carla Monique (acima) tem uma agenda extensa de estudos (Foto: Everaldo Nascimento)

Adejanir só descansa no domingo. Carla Monique estuda até nas folgas das aulas. Stephanie teve a sorte de estar em um cursinho. Já Ana Caroline pede ajuda aos amigos. Essas quatro estudantes de Belém também entraram na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e cada uma, ao seu modo, ao da família e ao da escola, constrói e intensifica a rotina para garantir o melhor desempenho nos próximos dias 22 e 23.

Com a greve dos professores da rede estadual, iniciada no dia 26 de setembro, a vida escolar da Ana Caroline de Sousa Leite, 19, ficou bem complicada. Ao contrário dos colegas, ela não pode recorrer a um cursinho pré-vestibular para continuar os estudos. Sem aula no colégio Maria Luiza da Costa Rego, no bairro do Bengui, onde mora, Ana criou estratégias para tentar se sair bem na prova. Pede aos amigos que estudam em escolares particulares o material recebido em sala. Lê, resolve exercícios. Procura unir o conteúdo com o que aprendeu antes da greve. E quando surge aquela dúvida em Matemática? “Eu ligo pra alguém, pergunto se pode vir aqui em casa, peço ajuda, fico implorando pras pessoas. Só Deus sabe”, diz a estudante, que quer ser psicóloga.

O salário de aposentado do pai e de empregada doméstica da mãe não dá conta das despesas da família. Como a realidade é outra, Ana Caroline segue nos grupos de estudo e nas táticas para driblar as dificuldades. “Acho que minha maior dificuldade na prova vai ser nos cálculos. Eu sou bem fraquinha, mas eu sei que vou superar isso”.

De uma realidade diferente, Adejanir Palheta, 17, aproveita as condições financeiras melhores do pai, seu Adejair. Ela também estuda em escola pública e com a greve quase não tem aula no Barão de Igarapé Miri, no Guamá. Complementa o ensino com uma jornada que começa no cursinho e se estende pela noite. Em casa, uma professora de Língua Portuguesa, contratada pelo pai logo depois da greve, reforça o conteúdo com dicas e exercícios. Leia mais no Diário do Pará.

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