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Mais duas pessoas morrem com doença de Chagas

Quinta-Feira, 20/10/2011, 07:03:55

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Mais duas pessoas morrem com doença de Chagas (Foto: Marco Santos/Arquivo)

Sesma investiga relação com consumo do açaí (Foto: Marco Santos/Arquivo)

A doença de Chagas fez mais uma vítima no Pará. Terezinha de Jesus Silva, 69 anos, morreu na manhã de ontem na Fundação Santa Casa de Misericórdia em função da doença. A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) confirmou a morte e ratificou o alerta para o surto da doença.

Segundo uma fonte do Instituto Evandro Chagas, a mulher morava no bairro do Telégrafo, em Belém. A idosa, segundo a fonte, deu entrada no hospital no último dia 13. Portadora de outras doenças que teriam agravado o quadro, ela chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.

Porém, o surto de doença de Chagas apontado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) em reportagem publicada na edição de ontem do DIÁRIO não fez vítimas apenas no Pará. A coordenadora estadual do programa de doença de Chagas, Elenild Góes, informou que uma família que esteve em Belém para o Círio de Nazaré contraiu a doença e que um dos integrantes, também idoso, morreu no Hospital de Araguaína, no Estado do Tocantins, na terça-feira passada.

“Aproximadamente 10 membros da família estão com a doença. Mãe, pai e dois filhos vieram a Belém para visitar os demais. Quando retornaram foram diagnosticados com Chagas. O pai não resistiu e faleceu, a mãe e os filhos permanecem internados em estado grave”, contou Elenild.

Com estas duas mortes, sobe de oito para 10 o número de pessoas mortas só este ano em decorrência da contaminação no Pará pelo protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas.

Segundo Leila Flores, coordenadora de vigilância epidemiológica da Sesma, em Belém foram registrados cerca de 30 casos de pacientes com doença de chagas, 22 destes foram notificados a partir de setembro. “Este aumento realmente é preocupante. Estamos investigando, em parceria com a vigilância sanitária, como ocorreu a contaminação. Verificamos que em sua maioria os pacientes adquiriram via oral, temo que outras pessoas do convívio destas também apresentem a doença”, alerta. Leia mais no Diário do Pará.


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