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Ontem (17), moradores foram retirar pertences (Foto: Wagner Almeida)
O movimento de entrada e saída do edifício Wing, localizado na rua Diogo Moia entre Generalíssimo e 14 de março, onde aconteceu o esmagamento de um pilar da área anexa, na madrugada do último domingo, era intenso na manhã de ontem. Além dos moradores que foram ao local para retirar alguns pertences, integrantes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil permaneciam no local.
De acordo com o coordenador adjunto da Defesa Civil do Estado, José Augusto Almeida, ainda na manhã de ontem estavam sendo realizados estudos pela equipe de engenheiros especialistas contratados pela construtora do prédio, a Porte Engenharia, para a emissão do laudo que deve apontar a real situação do edifício. “Estamos aguardando o laudo definitivo para redirecionarmos nossas ações”, disse, sem dar informações preliminares sobre a situação do pilar que está sendo vistoriado. “Somente depois do laudo vamos poder ter alguma informação. Qualquer afirmação agora fica no campo da especulação. Só sabemos que a viga que sofreu esmagamento é a que fica no prédio anexo, atrás do prédio onde ficam os apartamentos”.
Quem também estava no aguardo do resultado do laudo eram os moradores dos edifícios Wing e La Vie En Rose e de duas casas vizinhas, evacuados ainda na madrugada de domingo, quando aconteceu o esmagamento do pilar do primeiro prédio. Segundo José Augusto, somente após a emissão do laudo definitivo é que os moradores devem ter uma previsão de retorno para casa. “As medidas preventivas já foram tomadas no sentido de assegurar a vida das famílias. O que dissemos para eles na reunião que aconteceu ontem é que eles terão que aguardar a emissão do laudo para ter algum posicionamento”.
Além dos estudos que ainda estavam sendo realizados, a estrutura do pilar afetado já havia recebido um reforço conhecido como ‘encamisamento’, feito com ferragens e concreto. De acordo com a Defesa Civil, o laudo deve sair ainda hoje.
15 MINUTOS
Moradora do 5º andar do edifício Wing, Leila Acatauassu retornou ao local na manhã de ontem para retirar os pertences mais urgentes. “A gente entra na nossa casa e tem vontade de trazer tudo, mas não dá. Nós temos 15 minutos para tirar o que precisamos”.
Apesar de estar no local no momento em que teria acontecido o abalo no pilar, ela afirma não ter sentido nada. “Eu estava dormindo. Tinha uma turma na piscina e eles que sentiram que o chão estava cedendo. Eles deram o alerta”, lembra. Após a retirada dos objetos, ela retornou ao hotel em que está hospedada desde a madrugada de domingo.
De acordo com nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, a construtora Porte Engenharia afirmou que “desde o princípio está colaborando com todas as autoridades envolvidas, dando todo apoio necessário aos moradores do edifício”. A nota informa ainda que o condomínio é dividido em duas edificações diferentes: o edifício torre, onde estão localizadas as unidades residenciais, e o edifício garagem, onde está localizado o estacionamento dos veículos e a área de lazer. “O problema ocorrido foi registrado em um pilar do edifício garagem. Os trabalhos de reparo iniciaram imediatamente”.
REUNIÃO
Ainda na manhã de ontem, uma comissão de moradores do edifício Wing e representantes da construtora Porte Engenharia se reuniram no Ministério Público do Pará. O grupo foi recebido pelo Promotor de Defesa do Consumidor Marco Aurélio do Nascimento. Segundo o promotor, não houve consenso sobre uma indenização da empresa aos moradores da região afetada com a interdição. “Os moradores não aceitaram apenas o laudo emitido pelo corpo técnico disponibilizado pela Porte, eles solicitaram à empresa que custeasse outro laudo, desta vez por uma equipe escolhida por eles”, disse o promotor.
Os moradores do prédio e da vila vizinha fizeram uma nova reunião ontem à noite, que ainda não tinha terminado até o fechamento desta edição, às 23h. Eles discutiam qual empresa iriam contratar para fazer uma avaliação própria sobre a situação do prédio e também que decisão tomariam a partir da entrega do laudo da Defesa Civil.
ATENDIMENTO
Em nota, a assessoria de imprensa da construtora Porte Engenharia informou que por enquanto os moradores do edifício Wing e do entorno permanecerão alocados nos hotéis Hilton, Sagres e Soft Inn, e divulgou ainda os números de telefones disponíveis aos vizinhos e moradores do edifício. O atendimento está sendo realizado em regime de plantão, pelos números (91) 9963-4758 / (91) 9282-7632 / (91) 8362-6225. A área do edifício continua interditada pelos bombeiros. (Diário do Pará)
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