Para Patrícia, é preciso reconhecer limites e compartilhar o estresse (Foto: Thiago Araújo)
Vômitos, diarreia e desmaios parecem sintomas de uma virose comum, mas eles podem representar problemas ainda maiores, ligados à mente e ao emocional, como o estresse ou mesmo a depressão. É o que explica a psicóloga Patrícia Neder, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Por isso, é bom ficar ligado às respostas do corpo a estímulos negativos, como por exemplo, o calor excessivo, trânsito congestionado e rotina de trabalho desgastante. Para identificá-los, é preciso estar bem informado. Os sintomas destes tipos de patologias nem sempre são tão claros.
Amanhã, o DIÁRIO vai lançar mais uma edição do fascículo especial da série Dr. Responde 2011, desta vez o tema será doenças emocionais e pode ajudar a esclarecer dúvidas importantes para a manutenção da qualidade de vida. “É a partir de informações e esclarecimentos que podemos fazer uma autoanálise e então detectarmos mudanças em nossas atitudes diante de momentos de estresse”, afirma Patrícia.
SINTOMAS
Quando percebeu que a insônia já fazia parte da sua rotina, que a dor de cabeça era constante e qualquer chuva, por mais fina que fosse, era motivo para um resfriado, a funcionária pública Maria de Nazaré, 32 anos, percebeu que algo estava errado. “Qualquer coisa me irritava, vivia com raiva e triste”, contou. Quando percebeu que o estresse estava atrapalhando as relações de trabalho e com os familiares, ela resolveu tirar férias e relaxar. “Deixei todos os meus problemas de lado e curti minha família. Foi isso que me ajudou”, completou.
Patrícia Neder faz algumas orientações para quem quer levar a vida numa boa, sem muitos conflitos ou transtornos: “É preciso reconhecer os limites, compartilhar o estresse e se cuidar. Alimentar-se bem é essencial. A organização pode ajudar a manter um ambiente tranquilo, isso faz com que suas atividades fluam melhor. Relaxe através de atividades que possam lhe proporcionar prazer, faça atividade física e sempre expresse suas emoções, isso alivia sua ansiedade e pode evitar reações psicossomáticas”.
O estresse pode se agravar e levar a um quadro de depressão. Segundo Patrícia Neder, a irritabilidade, falta de apetite, insônia e isolamento social oriundos de fatores estressantes podem se agravar e ocasionar a depressão. “O estresse é uma resposta fisiológica aos fatores estressantes. Essa resposta só se torna patológica se os sintomas persistirem por longos períodos, isto já é um indicativo de que o médico deve ser procurado”, alertou.
A psicóloga aponta as técnicas de respiração como uma alternativa para aliviar as tensões e relaxar. “Respirar profundamente ajuda a trabalhar fatores físicos e psicológicos. O relaxamento ajuda a diminuir a tensão muscular e o estresse do dia a dia”, destacou.
A SÉRIE
Sob o tema ‘Prevenção e Saúde’, a série Dr. Responde 2011 aborda o que chamamos “doenças da modernidade”, um ranking das cinco patologias que estão entre as que mais causam mortes e preocupam os especialistas no Brasil. São cinco fascículos semanais, publicados sempre às quintas-feiras. O quarto fascículo da série, encartado amanhã no DIÁRIO, trata do tema ‘Doenças Emocionais’. No próximo dia 13 será publicado ‘Doenças Infecciosas’, encerrando a série.
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(Diário do Pará)
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