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(Foto: Wagner Santana/Arquivo)
Composta por 12 produtos, a cesta básica alcançou o valor de R$ 235,75, no mês de setembro, em toda a Região Metropolitana de Belém, um reajuste de 0,04%. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioecnomicos (Dieese/PA), divulgada nesta quarta-feira (5), mostra que para o paraense adquirir sua alimentação básica, metade do atual salário mínimo fica comprometido.
De acordo com a pesquisa, a maioria dos produtos que compõem a cesta básica teve aumento nos preços, como o feijão, com reajuste de 10,81%; seguido do café, com alta de 2,70%; e o açúcar, com alta de 0,70%. Outros produtos tiveram uma queda no valor, como o tomate, com recuo de 3,81%, e a banana com queda de 1,07%, no mês passado.
O custo da cesta básica para uma família composta de dois adultos e duas crianças ficou em R$ 707,25, sendo necessários cerca de 1,30 salários mínimos para a alimentação. Para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 47,02% do salário mínimo atual, que é de R$ 545,00, e teve que trabalhar 95 horas e 10 minutos das 220 horas previstas em lei.
O preço da cesta cresce ainda mais no balando do Dieese feito de janeiro a setembro deste ano. A alimentação básica apresentou um crescimento de 4,27% no preço. O produto que mais teve alta no valor foi o tomate, com reajuste de 46,43%. Já nos últimos 12 meses, a alimentação básica dos paraenses teve um aumento acumulado no preço de 11,57%.
(DOL)
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