Notícias / Pará

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Ferrovia: Pará e Mato Grosso mais próximos

Terça-Feira, 06/09/2011, 01:48:00 Ver comentário(s) A- A+

Os governadores do Pará, Simão Jatene, e do Mato Grosso, Silval Barbosa, voltaram a se encontrar ontem, em Itaituba, durante a caravana da “Rota da Integração”, movimento organizado pelos dois Estados para mostrar a importância da consolidação do eixo logístico da rodovia BR-163, a rodovia Santarém-Cuiabá, para o escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro. Além da rodovia, a implantação da hidrovia do Tapajós e a ferrovia Cuiabá-Santarém também estiveram na pauta do encontro.

Para Jatene, o asfaltamento da BR-163 é o resgate histórico de uma dívida acumulada pelo Brasil com os amazônidas. “O asfaltamento está resgatando a dívida do país com uma parcela dos brasileiros que acreditou na perspectiva de colonizar a Amazônia, e para cá veio ajudar a consolidar a região”, frisou.

O próximo passo, de acordo com o governador paraense, é pensar na integração da rodovia com outros modais de transporte, para assegurar ainda mais poder de competitividade para os produtos da região.

Dentro dessa perspectiva, uma ferrovia seria um complemento logístico importante. “Essa é uma briga que precisamos comprar juntos e por isso a importância da caravana”, avaliou o governador, acrescentando que a intermodalidade de transporte se complementa com a implantação de hidrovias e portos ao longo do eixo Santarém-Cuiabá.

Segundo o secretário de Logística Intermodal de Transportes do Mato Grosso, Francisco Vuolo, será o maior projeto integrado para o setor de transportes já visto nesta região. De acordo com o projeto, a ferrovia terá uma extensão de cerca de 2 mil quilômetros e deverá custar algo em torno de R$ 10 bilhões, que serão patrocinados pelos Estados do Pará e Mato Grosso, além do governo chinês.

O governador do Mato Grosso defendeu o projeto e ressaltou a integração entre os dois Estados como um grande incremento à economia. Silval Barbosa também destacou que os projetos têm o objetivo de baratear custos e reduzir o tempo gasto para exportar os produtos, além de incentivar o cultivo de grãos nos municípios próximos à divisa dos dois Estados. Com informações da Agência Pará e de Mauro Torres, de Itaituba. (Diário do Pará)

Leia também:

Comentários