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Como já era esperado, nem a Petrobras e nem o Governo do Estado se manifestaram ontem sobre a informação, por enquanto oficiosa, que dá como certa a viabilidade da exploração comercial de petróleo na costa paraense. A informação sobre o poço Harpia, perfurado no primeiro semestre deste ano pela Petrobras em frente a Salinópolis, em águas com profundidades superiores a cinco mil metros, foi noticiada em primeira mão no último domingo pelo jornalista Mauro Bonna, em sua coluna do caderno ‘Negócios’, do DIÁRIO.
Além da notícia veiculada por Mauro Bonna, há informações que vêm convergindo de fontes diversas para confirmar a viabilidade econômica de exploração dos depósitos de petróleo sabidamente existentes no litoral paraense. De qualquer forma, não existe ainda um anúncio oficial, o que só pode ser feito pela Agência Nacional de Petróleo. A Petrobras, uma companhia estatal de capital aberto, está enquadrada pelos rigorosos padrões de conduta adotados pelo mercado de capitais, cuja fiscalização é feita pela Comissão de Valores Mobiliários.
Consultada ontem sobre o assunto, a empresa que presta serviços de assessoria de imprensa à estatal em Belém limitou-se a responder, em mensagem lacônica, que a Petrobrás não tem porta-voz na capital paraense, devendo ela se reportar a Brasília para o atendimento de toda e qualquer demanda nesta área.
O secretário extraordinário para assuntos de energia do Estado, Nicias Ribeiro, disse que não recebeu até hoje nenhuma informação sobre descobertas recentes de hidrocarbonetos na costa paraense.
Nicias assinalou que já se sabe, há muitos anos, da existência de petróleo no litoral norte, à altura de Salinópolis. “O que se tenta apurar, na fase atual da pesquisa, é se o volume de petróleo existente justifica ou não futuros investimentos em plataformas de produção”, disse ele. “E isso nós ainda não sabemos”, acrescentou.
EXPLORAÇÃO
Poço Harpia foi perfurado no primeiro semestre deste ano pela Petrobras em frente a Salinópolis, em águas com profundidades superiores a cinco mil metros.
VOLUME
O secretário Nicias Ribeiro disse que já se sabe da existência de petróleo na costa paraense, mas que não se sabe se o volume justificaria futuros investimentos em plataformas de produção. (Diário do Pará)
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