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Cerca de 30 alunos do curso de educação física da Universidade Estadual do Pará (Uepa) fecharam parte da avenida João Paulo II, em Belém, na manhã de ontem. Sentados no chão e com cartazes, eles queriam chamar atenção para a situação do curso.
De acordo com representantes dos estudantes, as obras de melhoria na Escola Superior de Educação Física deveriam ter sido entregues no primeiro semestre, mas não foram finalizadas. Os alunos também pedem que o valor da alimentação dentro do campus seja reduzido e que o quadro de professores volte a ficar completo.
“Os professores temporários foram demitidos e os concursados ainda não foram chamados. Aí eu me pergunto, o que devemos fazer?”, indaga o coordenador do centro acadêmico, Manoel Silva Junior.
Para os estudantes, o estado atual do campus prejudica as atividades acadêmicas. “Temos muitas aulas práticas, mas nem todas podem acontecer, ou por falta de estrutura da universidade ou por falta de professor”, contou a estudante do segundo ano Dayanne Lima, de 21 anos.
Os alunos exigem que a Uepa olhe com mais atenção para o ginásio da universidade. Uma das áreas mais usadas pelos alunos é apontada como a mais abandonada. “Como é muito usada por pessoas de fora, o desgaste é inevitável. Mas a manutenção não é feita e quando precisamos usar, está tudo velho ou destruído. Corre até o risco de um dos alunos se machucar”, diz Dayanne.
Em nota, a Uepa informou que as obras de reforma do Parque Aquático da escola acontecem de acordo com um convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e a Federação Paraense de Desportos Aquáticos (FPDA), e que todas as reformas na escola serão concluídas este ano.
Já sobre a lotação docente, a Pró-Reitoria de Graduação informou que reuniu esta semana com todos os diretores de centro, chefes de departamento e coordenadores de curso e não recebeu qualquer demanda relacionada à ausência de professores em quaisquer disciplinas. (Diário do Pará)
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