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Vários moradores reclamaram do baixo valor pago pelas indenizações (Foto: Marcelo Lelis)
O prefeito Duciomar Costa foi questionado pela população no entorno das obras do Portal da Amazônia durante a visita que fez ontem ao espaço, acompanhado por uma comitiva de vereadores. Problemas que ainda envolvem o remanejamento das famílias preocupam os moradores. A dona de casa Célia Ribeiro estava entre os que questionaram o prefeito. Ela reclamou do fato de muitos moradores ainda não possuírem destino para serem remanejados. “Dizem que vamos ter que sair, mas não tem apartamento. Tem a questão do aluguel, mas vamos esperar quantos anos neste aluguel?”
Duciomar respondeu apenas pedindo paciência. Segundo o prefeito, as famílias já remanejadas estão recebendo auxílio moradia e algumas famílias já receberam suas casas. Porém, quem ainda mora nas proximidades da obra reclama das condições em que vive atualmente. “Dizem que a gente tem que ter paciência, mas só vamos sair daqui quando tivermos apartamento. Algumas famílias receberam indenização de R$ 25 mil. Onde vamos achar casa nesse valor?”, questionou a moradora. “A gente fica esperando e enquanto isso moramos nessa situação. A rua ficou muito ruim, a água fica empoçada. As melhoras ainda não chegaram pra gente”, desabafou a dona de casa Raimunda Soares.
A prefeitura promete entregar a primeira fase da obra, que vai até a rua dos Mundurucus, no aniversário de Belém, em janeiro.
A obra começou em 2007. Duciomar justificou os atrasos por conta de decisões judiciais contra construturas da obra. “Já rompemos o contrato com a Uni Engenharia, que não estava atendendo o cronograma e recorremos da decisão sobre a questão das licenças ambientais”, disse o prefeito.
A Uni Engenharia era responsável pela obra dos prédios. Em junho deste ano, a obra foi paralisada porque uma decisão judicial anulou as licenças ambientais da obra, concedidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), a sentença obriga a paralisação das obras, mas o prazo para recurso ainda não se esgotou.
O projeto, na avenida Bernardo Sayão, prevê a construção de uma avenida pela orla do rio Guamá e compreende dez bairros da cidade, mas, quatro anos depois, continua muito distante da finalização.
(Diário do Pará)
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