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Sem definição na UFPA, alunos é que pagam a conta

Quarta-Feira, 24/08/2011, 07:47:19

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Sem definição na UFPA, alunos é que pagam a conta (Foto: Adauto Rodrigues)

Estudantes são surpreendidos com o segundo dia de paralisação (Foto: Adauto Rodrigues)

Em menos de uma semana de aulas retomadas para o início do segundo semestre letivo na Universidade Federal do Pará (UFPA) já são duas as paralisações dos professores, uma na segunda-feira passada, por volta das 17 horas, que mobilizou professores do campus Guamá, e a que acontece durante o dia de hoje, que deve envolver todos os 12 campi da universidade. A paralisação, segundo a Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), é parte do Dia Nacional de Lutas, que será marcado por ato da categoria na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar o governo a atender suas reivindicações.

Uma reunião entre o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o Ministério do Planejamento aconteceu na última sexta-feira, porém, segundo a diretora adjunta da Adufpa, professora Isabel Florentino, “a proposta feita pelo Ministério de corrigir em 4% os vencimentos, e que começaria a valer apenas em 2012, não corresponde sequer à inflação dos anos de 2010 e 2011”, diz a diretora. Assim, uma nova reunião entre o ministério e o Andes deve acontecer amanhã, para que o sindicato leve a resposta da categoria sobre a proposta. Mas, para os alunos da universidade, o indicativo de greve vem prejudicando sobremaneira o andamento dos estudos.

Daniela Araújo, que mora em Castanhal e é estudante do segundo semestre de biblioteconomia, diz que se sente muito prejudicada. “No próprio site da UFPA não tem nada sobre a paralisação. Se colegas não tivessem me avisado eu teria ido até lá”, diz a estudante. Daniela reclama ainda que “as negociações deveriam ter sido feitas e resolvidas durante as férias, pois quem fica no prejuízo somos nós”, desabafa. Segundo a estudante, desde o início do mês as aulas acontecem de forma lenta. “Parece que tanto professores quanto alunos ainda estão aguardando para que possam iniciar o semestre de verdade”, completa.

Amanhã, nova negociação

Nova rodada de negociações deve acontecer amanhã, quando o Sindicato dos Docentes deve reunir com o Ministério do Planejamento para definir a situação.

Já no dia 30, próxima terça-feira, a Adufpa fará assembleia geral com pauta única: indicativo de greve. Isabel Florentino afirma que, no caso de greve, “a paralisação será geral, com base no que ficar definido na reunião entre o Andes e o ministério”.

Ao todo, são 33 instituições de ensino superior, das quais três já estão em greve e 30 sob o indicativo de paralisação. (Diário do Pará)

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