1 comentários
(Foto: Ascom Centur)
Ao se divertir, por horas a fio, com um toquinho de madeira que representa um carro, a criança cria as bases para, mais tarde, entender que a escrita representa o nome da coisa e que o nome representa a coisa real. Portanto, é fundamental oferecer à infância o contato com o lúdico. Estimular o aprendizado, as relações sociais e proporcionar lazer. Essa é a missão da Brinquedoteca da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. O espaço faz parte da Biblioteca Pública Arthur Vianna e funciona desde 25 de março de 1991. A missão do setor é proporcionar lazer através da cultura lúdica, trazendo sempre novidades para compor seu acervo, que já possui mais de mil brinquedos.
Mas brincar não é só coisa para criança. Adultos e adolescentes também frequentam a seção e são os maiores fãs dos jogos de tabuleiro, como War e Banco Imobiliário. “Esse tipo de jogo estimula a competição com regras e reflexões. Por esse motivo, atrai faixas etárias diversas”, explica a brinquedista Maiolina Neves.
O trabalho do brinquedista é de fundamental importância na mediação entre brinquedo e usuário. As brinquedistas da Fundação buscam na cultura lúdica uma forma de favorecer o desabrochar e o desenvolvimento das potencialidades dos brincantes, compreendendo os desejos e a realidade socioeconômica e cultural do público que frequenta o espaço.
Essas profissionais são responsavéis pelas atividades especiais da Brinquedoteca e pela indicação de jogos, deixando o público à vontade para escolher brincar com o que quiser. “O importante é se divertir, relaxar e aprender da melhor maneira”, afirma Maiolina.
BENEFÍCIOS
Segundo a pedagoda Gecilene Marinho, as crianças precisam do lúdico no processo de aprendizagem. O adolescente e a criança aprendem não só a interagir, mas a associar imagens, personagens e repensar o cotidiano. “Brincar é algo bem sério. É importante que educadores e pais estimulem essas atividades acompanhando as crianças”, aconselha a pedagoga. Para ela, o jogo é um ato social, no qual só se aprende a brincar compreendendo regras e traçando estratégias.
Nas brincadeiras iniciadas e mantidas pelas crianças acontece uma espécie de aprendizagem espontânea e cheia de significados, construída de um jeito incerto, mas que possibilita explorações, descobrimento da afetividade e a livre expressão do ser. “A Brinquedoteca é um lugar para as crianças explorarem a imaginação”, afirma Maiolina.
REGIONAL
Nesse acervo composto por mais de mil brinquedos, também são encontradas peças regionais, como os brinquedos de miriti. A literatura também ganha espaço na seção, no cantinho intitulado “Painel Literário”. Lá, o público pode ter contato com curiosidades ou contos de autores paraenses e nacionais.
Além disso, na Brinquedoteca as crianças podem recontar histórias e inventar brincadeiras do jeito que a imaginação permitir, usando brinquedos de construção, fantasias e diversas expressões corporais. A seção organiza ainda mostras culturais, palestras, cursos, oficinas, performances poéticas, relatos de experiências, seminários e outras atividades relacionadas à ludicidade.
Escolas, ONGs, fundações, centros comunitários, creches e institutos podem agendar previamente uma visita através de ofício encaminhado à Gerência da Biblioteca Pública Arthur Vianna.
A Brinquedoteca é um lugar que favorece a reflexão sobre a importância de uma educação igualitária e justa entre meninos e meninas. Brincar firma valores, sentimentos morais e éticos. Fortalece os conhecimentos culturais e faz com que se aprenda a conviver com os outros e consigo mesmo.
Serviço:
A Brinquedoteca funciona no 2º andar do Prédio do Centur, de segunda a sexta-feira, no horário de 9h às 12h e de 13h às 18h. É aconselhável que crianças com até 4 anos participem das atividades acompanhadas responsáveis.
29/02/2012 | Comissão cobra medidas sobre lixo à Infraero
29/02/2012 | Cresce a intenção de consumo das famílias
29/02/2012 | Pará gera mais empregos no setor extrativo mineral
29/02/2012 | Uepa recebem novos exemplares de livros
29/02/2012 | Quatro municípios renovam contrato com a Cosanpa
