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Paciente acusa hospital de negligência

Terça-Feira, 16/08/2011, 08:13:08

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Paciente acusa hospital de negligência (Foto: Daniel Pinto)

Indignada, família quer indenização pelo erro cometido pelo hospital (Foto: Daniel Pinto)

Foi após receber alta médica no Hospital Metropolitano de Belém que o funcionário público Raimundo Nonato Araújo de Castro, 53 anos, descobriu que estava com seis costelas quebradas, a clavícula e bacia fraturadas e um pulmão perfurado. Segundo a denúncia feita pela família do paciente na tarde de ontem ao DIÁRIO, as fraturas sofridas por Raimundo em um acidente de trânsito não foram identificadas pela equipe médica do Hospital Metropolitano, que lhe atendeu no último dia 10 de agosto.

De acordo com a família, tudo teria começado quando Raimundo sofreu um acidente de moto na rodovia BR-316. Como estava desacordado, ele teria sido levado para o Hospital Metropolitano pela ambulância do Samu sem que a família soubesse. “Depois de 40 minutos do acontecido eu fui informado e segui para o Metropolitano”, explica o irmão de Raimundo, Luis Carlos Castro. “Quando eu cheguei lá disseram que ele passaria por uma série de exames e duas horas depois disso, no mesmo dia, ele recebeu alta”.

Segundo ele, a alta do irmão foi expedida sem que a equipe médica do hospital identificasse que ele estava com várias fraturas no corpo. “Quando ele retornou para casa, no mesmo dia, estava com muitas dores e inchaço. Então, na quinta-feira, o levamos para um hospital particular, onde identificaram múltiplas fraturas”, diz o irmão de Raimundo.

LIBERAÇÃO

Dentre os documentos obtidos pela família com a alta no Hospital Metropolitano estavam apenas uma receita de anti-inflamatórios e um atestado médico que dizia que Raimundo poderia retornar às atividades normais dentro de três dias. “A médica disse que eu estava liberado e que não tinha nenhuma fratura”, lembra Raimundo. “A doutora disse: ‘o senhor está normal. Pode voltar para casa’”.

Como esteve a maior parte do tempo desacordado, ele não lembra se foram feitos exames que pudessem identificar as fraturas. “Eu só lembro de ter acordado no Metropolitano, mas eu perguntei para a médica e disseram que eu estava bem”. Assim como ele, a família afirma que não teve acesso ao prontuário médico. “Não sabemos que exames foram feitos lá”, afirmou Luis Carlos.

Chorando e com muita dificuldade para andar após retornar de uma cirurgia que implantou um dreno no pulmão perfurado, procedimento realizado no hospital particular onde tinha plano de saúde, Raimundo Nonato estava indignado. “É graças a Deus que eu estou vivo”, disse. A alta do hospital particular veio após cinco dias, na tarde de ontem. O laudo apresentado pelo médico que o atendeu confirmava a existência de “fraturas múltiplas”.

Confiantes de que houve negligência no atendimento realizado no Hospital Metropolitano, a família afirma que pretende mover uma ação contra o Estado. “Ele foi atendido precariamente. Estamos indignados com o descaso em um hospital público que se intitula de referência”, disse o sobrinho de Raimundo e advogado da família, Robson Rodrigues. “Entraremos com um processo de indenização contra o Estado por falha na prestação do serviço público”.

A assessoria de imprensa do Hospital Metropolitano de Belém confirmou que o paciente Raimundo Nonato Araújo de Castro deu entrada no hospital no dia 10 de agosto, às 13h, e teve alta no mesmo dia, porém, não soube informar quais procedimentos foram realizados durante o atendimento. De acordo com a assessoria, os exames realizados só poderiam ser identificados após a verificação da ficha do paciente no dia seguinte.

DENÚNCIA

De acordo com a família do funcionário público Raimundo Nonato Araújo de Castro, 53 anos, o Hospital Metropolitano de Belém não teria identificado a existência de fratura múltipla no paciente, que deu entrada no hospital após sofrer um acidente de trânsito. As fraturas na clavícula, na bacia e em seis costelas, assim como a perfuração de um pulmão, só foram identificadas após o paciente receber alta e ser encaminhado para um hospital particular. (Diário do Pará)

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