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Paulo Henrique estudou a vida toda em escolas públicas (Foto: Daniel Pinto)
Dos 70.788 estudantes das universidades federais da região Norte, 69,07% são das classes C,D e E. No Brasil, esse total é de 43%. O percentual de alunos de baixa renda é menor na região Sul (33%). É o que mostra pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), apresentada ontem, sobre o perfil dos estudantes das universidades federais.
Para a Andifes, o resultado do estudo, que teve como base 22 mil alunos de cursos presenciais, desmistifica a ideia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas. Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.
O estudo identifica que 2,5% dos alunos moram em residência estudantil. Cerca de 15% são beneficiários de programas que custeiam total ou parcialmente a alimentação e um em cada dez recebe bolsa de permanência.
Caso de Alexandra Vieira, que cursou biblioteconomia na UFPA e só pôde concluir os estudos com auxílio de bolsas e ajudas de custo. “Meus pais sempre trabalharam muito para que eu tivesse uma educação de qualidade. Quando cheguei à universidade foi uma vitória para mim e para eles”.
Outra situação avaliada foi a presença de negros nas universidades públicas - apenas 8,72% em todo o país. No Norte, esse total é de 13,42%, a mais alta porcentagem do Brasil. Os brancos são 53,9% , os pardos 32% e os indígenas menos de 1%. Leia mais no Diário do Pará.
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