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Hábito de amamentar evitaria 1 milhão de mortes

Quarta-Feira, 03/08/2011, 06:56:20

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Hábito de amamentar evitaria 1 milhão de mortes (Foto: Mauro Angelo)

Campanha pela amamentação foi lançada oficialmente ontem (Foto: Mauro Angelo)

Mães emocionadas lotaram ontem a sede da Fundação Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Ao lado de autoridades e profissionais da saúde, elas participaram do lançamento da Semana Mundial de Aleitamento Materno, que segue até o próximo dia 5. De acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação é a melhor maneira de proporcionar o alimento ideal para o crescimento saudável e o desenvolvimento dos recém-nascidos, além de integrar o processo reprodutivo, com importantes implicações para a saúde da mãe.

Com o tema “Comunique-se! Amamentação: uma experiência 3D”, a organização da semana pretende difundir o pensamento de que, para apoiar a causa, é preciso compreender as dimensões de tempo (da gravidez ao desmame) e lugar (casa, comunidade, sistema de saúde), mas além dessas é preciso ter a terceira dimensão para alcançar o impacto nas outras duas: a comunicação.

A mãe do pequeno Gabriel, Emanuela Moure, contou sua história durante o evento e emocionou a todos. De acordo com a moça, o filho nasceu com tendência a hipoglicemia - diminuição de glicose no sangue. A criança ficou internada e, durante o tratamento, adquiriu pneumonia, o que levou Gabriel à UTI da Santa Casa. Foi quando o bebê precisou receber uma quantidade maior do leite humano. “Com toda aquela tensão de ver meu filho internado e doente, meu organismo começou a diminuir a produção de leite”, conta a mãe. Orientada por profissionais a aderir um complemento alimentar, Emanuela encontrou no banco de leites da Fundação a salvação para o filho.

A história de Emanuela foi seguida de outros relatos de mulheres que após precisarem do Banco de Leite passaram a levantar a bandeira da doação. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 2008, o tempo médio de aleitamento materno exclusivo no Brasil é de 54 dias, muito abaixo do recomendado pela OMS, que é de seis meses. Apesar desse período no país ter aumentado um mês e meio, entre 1999 e 2008, o Brasil ainda está em um patamar baixo. A Organização considera como ideal que 90% a 100% das crianças menores de seis meses tenham no aleitamento materno um alimento exclusivo. No Brasil, este índice é de 41%.

O titular da Secretaria Estadual de Saúde Pública, Hélio Franco, fez um alerta: “A carência de aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida contribui para mais de um milhão de mortes infantis evitáveis anualmente em todo o país”.

A programação segue durante a semana. Hoje, acontece a entrega da placa “Hospital Amigo da Criança” ao hospital Anita Gerosa, e uma visita informativa à Clínica do Bebê, sobre as vantagens e dificuldades da amamentação. Amanhã, serão realizadas sessões de vídeo sobre amamentação, das 9 às 10 horas, no auditório da Unidade de Ensino Assistência de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Ueafto) da Universidade do Estado do Pará (Uepa), campus Almirante Barroso, além de outra visita informativa, desta vez no Hospital Dom Luiz I. O encerramento, no dia 5, será no Cine Olímpia, com exibição de filme sobre o tema.

COMO AJUDAR

O Banco de Leite Humano da Santa Casa conta com o apoio do projeto Bombeiros da Vida. Na sede da fundação, 17 militares e seis voluntários trabalham fazendo a busca do leite nas casas. É só ligar: 0800 7272 057 ou 4009-2212. Todas as mães que tenham leite em excesso podem ser doadoras. Para isso, elas não podem estar usando nenhum tipo de medicação no período. (Diário do Pará)

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