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Nova Ipixuna: fazendeiro apontado como mandante

Quarta-Feira, 20/07/2011, 08:09:19
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Nova Ipixuna: fazendeiro apontado como mandante (Foto: Arquivo CNS)

José Cláudio e a mulher Maria do Espírito Santo sofreram uma emboscada (Foto: Arquivo CNS)

O fazendeiro José Rodrigues Moreira foi o mandante do assassinato do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, ocorrido no dia 24 de maio passado, no assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. O executor do crime foi um irmão de Rodrigues Moreira, conhecido por Lindon Johnson, que estava em companhia de outro homem de tocaia na mata. Foi ele quem desferiu os tiros em José Cláudio e Maria quando o casal saltou da motocicleta em uma estrada de acesso ao assentamento para cruzar uma pequena ponte de madeira. Os três estão foragidos.

A disputa por dois lotes de terra dentro do assentamento foi o motivo do crime. O fazendeiro comprou lotes que eram destinados aos assentados para ampliar sua criação de gado na área. Ele é dono de uma propriedade nos limites do assentamento. Ao saber da compra, José Cláudio disse para Rodrigues Moreira que a terra não poderia ser vendida. “Não vou deixar que isso ocorra”, reagiu Silva. Ele mandou que os assentados permanecessem nos lotes.

Irritado, o fazendeiro disse que não sairia de um dos lotes que estava registrado em seu nome. Rodrigues Moreira ainda levou policiais da delegacia de Nova Ipixuna para expulsar os agricultores sem qualquer ordem judicial. Consultado, o Incra informou que os lotes pertenciam aos assentados. O fazendeiro afirmou que perderia os lotes, mas prometeu que José Cláudio e Maria, “mais cedo ou mais tarde, pagariam caro por isso”.

A polícia do Pará não confirma nem desmente a apuração feita pelo DIÁRIO sobre o mandante e os autores da morte do casal. A conclusão do inquérito será anunciada na manhã desta quarta-feira, em Belém, durante entrevista coletiva. Os delegados Rilmar Firmino e Sílvio Maués, que comandaram as investigações, não quiseram falar com o DIÁRIO, apesar das insistentes chamadas para seus celulares e tentativa de entrevista na Delegacia Geral. Leia mais no Diário do Pará.

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