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Joelson começou como vigilante, mas em virtude de seu bom desempenho foi promovido a auxiliar administrativo na Famaz, onde trabalhou durante dois anos. Um dos amigos, que não quis falar o nome e que trabalhou ao lado dele, disse que Joelson era uma pessoa tranquila e de bem com a vida.
“Não dá para acreditar que aconteceu isso, ele estava sempre de bom humor e vivia de bem com a vida, isso foi uma tragédia. Aqui ele estava sempre disposto a ajudar, fazia até o serviço que não era dele”, disse o colega da Famaz, que encerrou a conversa com o DIÁRIO dando o contato da assessoria de comunicação e dizendo que não poderia prestar mais informações.
Por meio da assessoria de comunicação da Famaz, o DIÁRIO conseguiu falar com Regina Lima, funcionária dos Recursos Humanos (RH) da faculdade. Regina teve contato com Joelson no momento em que ele pediu demissão do trabalho. “Ele pediu o afastamento e eu perguntei o motivo, pois ele era um ótimo funcionário. Aí ele respondeu que ia morar em Macapá porque ia se juntar com a namorada e os dois juntos iriam montar um negócio”.
Joelson conseguiu o acordo e cumpriu o aviso prévio. “Ele pediu demissão no dia primeiro de junho e ficou até o dia 30”, completou a funcionária do RH.
Sobre o comportamento de Joelson, Regina disse que era uma pessoa tímida, porém estava sempre com sorriso no rosto. A respeito da vida pessoal de Joelson, ela disse que ele deixava transparecer que estava feliz. “Ele dizia aos colegas que estava namorando, e que ia mudar de cidade para viver com a namorada. Mas ele estava com essa mulher entre 8 e 9 meses, não chega a um ano como estão dizendo. Mas realmente era um namoro virtual”, detalhou Regina.
“DOIDA”
No dia do desaparecimento de Joelson, Rodrigo, o amigo que o viu com vida pela última vez, conta que queria o dinheiro emprestado, pois a namorada já estava no motel esperando por ele. O próprio Joelson comentou: “Não te falei que essa mulher é doida”. “Ele disse que ia encontrar com ela, passar a noite no motel e ver no que ia dar”.
Questionado sobre o que achava de ter visto o amigo se entregar a essa relação que acabou de forma tão trágica, Rodrigo respondeu. “Ele era muito carente. Ele era feinho (brincou) e acho que foi isso que ela usou para envolvê-lo”.
Rodrigo comentou ainda que a imagem do retrato falado divulgado pela polícia não condiz com as fotos de Nathália que Joelson exibia a ele através do telefone celular. “Ela é loura, mas tem o rosto mais cheio e tem entre 28 e 30 anos. A do retrato falado parece bem mais velha”. (Diário do Pará)
Saiba mais sobre o caso:
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