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O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA), Evaldo Pinto, teve sua assinatura falsificada na procuração subscrita por todos os diretores da entidade para venda, por R$ 301 mil, do terreno de 1.100 metros quadrados, localizado em área supervalorizada de propriedade da subseção da entidade em Altamira. O caso, que já era nebuloso, ganhou conotação de escândalo, com ingrediente policial, depois da descoberta da fraude na assinatura do vice. “A assinatura que consta nessa procuração não é minha e eu nem estava em Belém quando isso ocorreu”, afirmou Pinto ao DIÁRIO. Ele disse que o fato “é gravíssimo”, merece investigação e deve produzir consequências cujos resultados fogem à sua avaliação.
Quem fraudou a assinatura de Pinto agiu com extrema audácia, criando um cartão de autógrafos do vice no cartório Diniz, onde ele não possui assinatura. O vice foi taxativo quando indagado sobre a falsificação: “Para falar a verdade, eu não sei nem onde fica o cartório Diniz. Tudo o que é meu, meus negócios, meu cartão de autógrafos, está tudo no cartório Kós Miranda”.
Evaldo Pinto explicou ao DIÁRIO que estava fora de Belém, participando de audiência judicial em Castanhal, quando soube, por telefone, que a procuração com as assinaturas dos diretores estava quase pronta e que só faltava a dele para o reconhecimento em cartório. “Por telefone, expliquei que estava ausente e só poderia assinar a procuração se alguém da OAB a levasse até Castanhal”, relata o vice. Depois, durante conversa telefônica com o conselheiro Jorge Medeiros, Pinto foi perguntado se havia assinado o documento.
“Respondi que não tinha assinado e o Jorge Medeiros me disse para não assinar, porque havia algo de estranho no negócio”, esclareceu Pinto, que exige explicações para a falsificação de sua assinatura. Ele chegou a alertar Vasconcelos e o secretário-geral, Alberto Campos, para que cancelassem a negociação, mas lamenta “não ter sido atendido”. Leia mais no Diário do Pará.
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