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Rio-mar: imensidão e beleza das praias de água doce atraem visitantes (Foto: Kelly Pozzebon/Arquivo)
Charmosa, amazônica e bucólica. A ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, é uma mistura de museu a céu aberto e balneário típico da região, com as suas diversas praias de água doce. Hoje ela completa 116 anos de muitas histórias, que vão desde os tempos de glamour - quando os nobres da região construíam suntuosos chalés como residência de veraneio - até anos de abandono, resultado de falta de investimentos na região.
O que poucos sabem é que a ilha também foi lar provisório dos índios Tupinambás. Quando chegaram à ilha, os portugueses logo encontraram os índios, que haviam fugido do nordeste paraense após inúmeras invasões dos brancos. Bastante evoluídos para a época, os Tupinambás sabiam falar a língua geral dos índios, o Nheengatu, devido ao contato mantido com outros ‘estrangeiros’.
A descoberta de Mosqueiro como balneário se deu no final do século XIX, quando muitos estrangeiros durante o período áureo da borracha costumavam passar os fins de semana na ilha. Os ingleses, da Pará Eletric Railways Company, foram responsáveis pela instalação de energia elétrica e de meio de transporte interno. Os alemães, franceses e americanos eram, em sua maioria, funcionários de companhias estrangeiras como a Port of Pará e Amazon River.
Desta forma, não demorou muito para que seringueiros e balateiros da região do Marajó e a própria sociedade belenense seguissem os passos dos europeus e americanos. Assim, começaram a se erguer na orla vivendas e trapiches para facilitar o embarque e desembarque da população. O rio era então o único meio de acesso desta incipiente ocupação. A expansão vigorosa do processo ocorreria somente em 1968 com a inauguração da estrada, interligada por balsa. A partir de 1976, a ocupação voltou a se intensificar com a construção da ponte Sebastião Oliveira. Leia mais no Diário do Pará.
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