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Alunos e funcionários da UFPA convivem com falta de policiamento (Foto: Celso Rodrigues)
A morte de um estudante dentro da área que abrange a Universidade de São Paulo (USP) na semana passada trouxe à tona novamente os velhos problemas enfrentados pelas instituições de ensino que não conseguem manter a ordem e a segurança dos seus alunos.
Dentro da Universidade Federal do Pará (UFPA), por exemplo, existe uma área de aproximadamente dois milhões de metros quadrados, por isso, segundo os alunos, a situação ali não difere do que acontece do lado de fora dos portões.
O estudante do curso de letras, Patrick Pimenta, 24 anos, afirma que a segurança disponibilizada não é suficiente. Para ele, o serviço prestado por uma empresa terceirizada não apresenta nenhuma segurança para os alunos. “Eles fazem apenas a segurança do patrimônio da Universidade. Nós, alunos, ficamos ‘abandonados’, sendo que fazemos parte também do patrimônio da UFPA”, reclama.
Já Alex Barros, 20 anos, do curso de engenharia da computação, diz já foi vitima da violência próxima do local. Ele confirma que já foi assaltado ao sair da UFPA, no início da tarde, há um ano. Para Alex, devido o espaço da instituição ser muito grande, é difícil sentir-se seguro. “A quantidade de seguranças é muito pequena e por isso não conseguem abranger um grande espaço e acabamos ficando à mercê da bandidagem”, entende.
Mas não são apenas os estudantes que sofrem com essa insegurança. Félix de Jesus, de 53 anos, é vendedor de lanches que já trabalha na UFPA há 25 anos e aponta como um dos principais problemas as noites que são destinadas para as festas de forró. O local atrai pessoas de todos os cantos e de todos os níveis sociais. Para Félix, o fato de não haver um controle, de entrada e saída facilita muito mais a ação dos criminosos. “Nas noites de ‘Vadião’ sempre tem brigas e roubos. Algumas lanchonetes já foram inclusive arrombadas”.
As principais ocorrências registradas dentro da UFPA, segundo o Departamento de Segurança, são os furtos de objetos de terceiros, seguido pelo furto do patrimônio e por último, ameaça ou agressão. Para o diretor do departamento, Paulo Sette Câmara, a fragilidade da segurança está ligada aos serviços prestados à comunidade. “Não conseguimos ter controle total de entrada e saída, pois temos muitos serviços que são voltados à população e que precisam ter livre acesso. Na medida do possível vamos controlando”.
PROVIDÊNCIAS
Sette afirma que assim que os casos vão acontecendo dentro da área da instituição, são tomadas providências. Ele ainda ressalta que é de fundamental importância que os alunos façam o registro das ocorrências para que a segurança possa fazer uma estratégia. “Vivemos em uma área imensa e muito perigosa, onde não conseguimos ter o controle. Por isso é fundamental que passem as ocorrências para que tomemos as devidas providências”, indica.
O diretor também considera um grande problema a indecisão sobre a responsabilidade. Segundo Paulo, apesar da área ser federal, os agentes da Polícia Federal não fazem a segurança e a Polícia Militar se recusa também de fazer a ronda dentro de um patrimônio federal. (Diário do Pará)
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