Tipos novos de arbovíros já são 34 em toda a Amazônia (Foto: Paula Lourinho)
Cientistas de vários centros de pesquisa do Brasil e do exterior participam, em Belém, de hoje até quinta-feira, do IV Simpósio Internacional de Arbovírus dos Trópicos e Febres Hemorrágicas Virais. Paralelamente ao evento, no Hilton Belém, será realizado o I Seminário Internacional do INCT-FHV. O seminário tem a coordenação do cientista Pedro Vasconcelos, pesquisador do Instituto Evandro Chagas, de Belém.
O INCT, ou Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, conforme explicou o coordenador, é um programa conjunto do CNPq, Capes e fundações de amparo à pesquisa dos Estados – no caso do Pará, a Fapespa. De acordo com Pedro Vasconcelos, o INCT representa o maior investimento realizado em pesquisa no Brasil, algo em torno de R$ 600 milhões.
No Estado do Pará, segundo ele, apenas quatro projetos foram aprovados pelo INCT, sendo o do Instituto Evandro Chagas o único na área de saúde. Esse projeto, destinado ao estudo das febres hemorrágicas virais e desenvolvido sob a sua coordenação, conta com a colaboração de pesquisadores brasileiros do próprio Evandro Chagas, da UFPA, da USP, do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto Butantan. Também participam pesquisadores estrangeiros de universidades e centros de pesquisa dos Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra.
O objetivo do INCT-FHV é estudar as febres hemorrágicas virais sob diversos aspectos. Como exemplos, Vasconcelos citou o desenvolvimento de métodos de diagnóstico mais rápidos, mais sensíveis e específicos – como métodos moleculares e enzimáticos, entre outros – e também de modelos experimentais, estudos sobre patogenia e fisiopatologia, entre outras questões de interesse científico.
Segundo o pesquisador, os arbovírus correspondem ao maior grupo de vírus conhecido na natureza e que infecta o homem, os animais domésticos e silvestres e os insetos hematófagos. Esses vírus são transmitidos biologicamente ao homem e a outros animais através da picada de insetos hematófagos.
Pedro Vasconcelos destacou que raramente o homem é envolvido. No entanto, em algumas situações, como ocorre com a dengue, a febre amarela urbana e a febre do Oropouche, para não citar outras, a transmissão se dá em áreas urbanas populosas, o que pode resultar ocasionalmente em epidemias explosivas. Além dos arbovírus, como os da dengue e da febre amarela, os hantavírus e as hepatites virais constituem outros grupos de vírus que são também responsáveis por febres hemorrágicas virais (FHV) no Brasil. “Esses vírus podem estar associados com sérios quadros em que parcela significativa dos acometidos pode evoluir para o óbito”, afirmou o pesquisador. Leia mais no Diário do Pará.
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